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Ex-São Paulo detona torcida do Palmeiras por idolatrar Valdivia: “Ganhou o quê?”

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.

Valdivia

Crédito: Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Valdivia acabou com as esperanças da torcida do Palmeiras de retornar ao clube ao fechar contrato com o Colo-Colo, do Chile, exatamente a equipe onde começou no profissional. O meia de 33 anos viveu uma relação de amor e ódio com os palestrinos pelo fato de se machucar muito, principalmente na segunda passagem pelo Palestra Itália. Ainda assim, há quem sonhava com a contratação do “Mago”, mas também há ex-atleta que não se conforma com o tratamento dado ao jogador chileno.

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Em entrevista ao site do Fox Sports, Hugo, ex-meia que passou por São Paulo, Flamengo, Grêmio e Corinthians, se mostrou inconformado com o tratamento dado a muitos estrangeiros no futebol brasileiro, entre eles Valdivia, que foi um atleta que, para o tricampeão brasileiro (Corinthians-2005 e São Paulo-2007-08), não justificou o custo do clube alviverde.

“Todo jogador que é estrangeiro chega com status de craque. Primeira coisa que fazem é dar a 10 para ele. O torcedor recebe no aeroporto. Qual jogador brasileiro que trocou de time foi recebido no aeroporto? O cara vem de fora, ninguém conhece e fazem isso. A imprensa também tem culpa, pois diz que o jogador é isso e aquilo. O clube vai lá e paga”, começou Hugo, citando em seguida Valdivia, ex-rival nos tempos de São Paulo.

Em duas passagens pelo Verdão, o Mago conquistou o Cameponato Paulista, em 2008, a Copa do Brasil, em 2012, e a Série B do Campeonato Brasileiro, em 2013.

Bicampeão brasileiro pelo São Paulo, Hugo criticou Valdivia. Foto: Arthur Dallegrave/E.C. Juventude

CHINELINHO?

“O Valdivia mesmo chegou por fita. Fez bons jogos? Sim. Mas ganhou o quê? Ganhou o quê? Eu não lembro. O cara só ficava machucado e era idolatrado. Vivia no estaleiro. Se pegar quantos jogos o Valdivia fez em tanto tempo de Palmeiras, eu fiz mais partidas do que ele, isso em menos tempo de São Paulo. Mas o cara é tratado como ídolo, superstar. Sem conquistar nada. Não entendo”, criticou Hugo, que se aposentou do futebol em fevereiro pelo Juventude.

Pelo regulamento das competições nacionais, cada clube no Brasil pode relacionar até cinco atletas estrangeiros por partida, o que dificulta bastante a situação de muita gente. O melhor exemplo é o Flamengo, que hoje tem sete “gringos” no seu elenco – os peruanos Trauco e Guerrero, os colombianos Cuéllar e Berrío e os argentinos Conca e Mancuello.