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Galvão Bueno e Casagrande criticam atuação de Borja: “não chutou a gol”

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Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)

Crédito: Crédito da foto: Reprodução/Instagram

Contratação mais cara da história do Palmeiras, o atacante Miguel Borja ainda está longe de justificar o investimento feito pelo clube. Na derrota para o Barcelona-ECU (1 a 0), no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, o colombiano teve atuação apagada e foi alvo de críticas no narrador Galvão Bueno e do comentarista Casagrande durante a transmissão da Globo.

“O Borja está precisando aparecer desde que chegou, para dizer a verdade. Chegou carregado de fama, vinha de grandes apresentações, vinha de ser campeão da Libertadores”, analisou Galvão ainda no primeiro tempo. Casagrande concordou com o narrador e foi além.

“Ele precisa ter mais participação, criar mais na cena do jogo. É claro que não precisa pegar sempre na bola, se pegar uma e fazer o gol está ótimo, mas ele tem que estar na cena do jogo. Acho o Borja um pouco da cena do jogo do Palmeiras nas competições, nesse jogo, mesmo. A bola está girando, o jogo está rolando e ele não está se apresentando para nenhum lado”, criticou Casão.

O ex-atacante de Corinthians e Flamengo seguiu com críticas a Borja no segundo tempo.

“Está totalmente fora do jogo, não participa da jogada de construção, está muito longe, não cerca a zaga, acho que ele vai acabar saindo e entrando o Róger Guedes na direita que dá velocidade e o William centralizado. Está muito diferente dos outros 10. Palmeiras faz uma boa partida e o Borja está fora dela”, disse logo no início.

Casão cornetou a segunda alteração feita por Cuca quando sacou Dudu para a entrada de Michel Bastos aos 26 minutos.

“Não tiraria o Dudu. O jogador mais inferior no Palmeiras desde o início era o Borja. Eu o tiraria. O Michel Bastos entra descansado e tem uma arma que é o chute de longa distância. O Borja pode até fazer o gol, mas não está ligado no jogo”, disse.

Aos 33, enfim, o treinador tirou Borja para a entrada de Keno. Galvão apresentou as estatísticas do atacante que não foram nada positivas.

“Acertou quatro passes, errou cinco passes, entrou três vezes em impedimento. Para um centroavante esses números não importam tanto para mim, Casa. O que importa é finalização zero”, falou o locutor. Casão concordou com o colega.

“Uma função. Não chutou no gol. E a outra quando a bola foi na frente, não conseguiu segurá-la para o time sair. Não colaborou”, disparou Casagrande.