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Há 15 anos, Libertadores viveu final inusitada no Pacaembu entre São Caetano x Olimpia; relembre

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Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade. Atualmente como repórter colaborador no site Torcedores.com.

São Caetano x Olimpia

Crédito: Crédito da foto: Reprodução/Youtube

O dia 31 de julho de 2002 foi marcante para o futebol sul-americano. O Pacaembu recebia a segunda e decisiva final entre São Caetano e Olimpia (PAR), uma das mais inusitadas da história da Copa Libertadores da América. Ambos se credenciaram à decisão após derrubar gigantes do continente.

O Azulão, ainda pequeno em âmbito histórico, mas gigante nos feitos recentes na época (era vice-campeão brasileiro do ano anterior e também vice em 2000), por exemplo, tirou na fase de grupos clubes como Cerro Porteño (PAR) e Alianza Lima (PER), que são tradicionais nesse torneio. No mata-mata, passou por Universidad Católica (CHI), Peñarol (URU) e América (MEX).

Já os paraguaios, que já tinham a bagagem de um bicampeonato continental, foram líderes da Chave 8, que teve o Flamengo como lanterna e, consequentemente, eliminado. Na fase eliminatória, derrubou tradicionais, como o Cobreloa (CHI), e também gigantes, como o Boca Juniors (ARG) e o Grêmio. Por isso, a grande final foi algo pouquíssimo apostado na ocasião.

Na primeira partida, o time do ABC paulista foi ao Paraguai e conseguiu uma espetacular vitória, por 1 a 0, gol de Ailton. Por isso, ficou com a “faca e o queijo” na mão para conquistar o título na volta, em São Paulo. Bastava um empate para isso. Porém, não foi o que exatamente aconteceu do lado azulino.

Apoiado por mais de 30 mil torcedores no Pacaembu, boa parte composta por corintianos, palmeirenses, santistas e são-paulinos, a equipe do técnico Jair Picerni até abriu o placar com o mesmo Ailton, herói da vitória no duelo de ida. Porém, a inexperiência no torneio pesou e o Olimpia virou no segundo tempo, com Córdoba e Baez. Um dos fatores que atrapalharam os paulistas foram a expulsão do técnico Jair Picerni.

No regulamento não existia o gol qualificado fora de casa, por isso, os placares a favor de um gol de diferença levaram a decisão da taça nos pênaltis. Foi aí que o São Caetano falhou onde não podia. Marlon e Serginho perderam uma cobrança cada, enquanto Adãozinho e Marcos Senna havian convertido antes. Mas os paraguaios foram perfeitos e não erraram nenhum chute. Enciso, Orteman, López e Caballero balançaram a rede e calaram os 30 mil no Paulo Machado de Carvalho.

FICHA TÉCNICA
São Caetano (2) 1 x 2 (4) Olimpia

Estádio: Pacaembu, em São Paulo-SP
Público: 32.000 torcedores
Árbitro: Oscar Julián Ruiz (COL)
Assistentes: Oswaldo Diaz e Eduardo Botero (COL)
Gols: Aílton (SCA), aos 31 minutos do 1º tempo; Córdoba (OLI), aos 4, e Baez (OLI), aos 14 minutos do 2º tempo
Cartões Amarelos: Cáceres, Benitez, Quintana e Orteman (OLI); Marcos Senna, Russo e Orteman (OLI)
Cartões Vermelhos: Jair Picerni (SCA) e Quintana (OLI)

São Caetano: Sílvio Luiz; Russo, Daniel, Dininho e Rubens Cardoso; Marcos Senna, Adãozinho, Aílton (Vágner) e Robert (Serginho); Somália e Anaílson (Marlon). Técnico: Jair Picerni.

Olimpia: Tavarelli; Isasi, Cáceres, Zelaya e Da Silva; Enciso, Quintana, Orteman e Córdoba (Caballero); Benitez (López) e Baez (Franco). Técnico: Nery Pumpido.

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