Mercado da bola: PH Ganso revela se recebeu propostas para deixar o Sevilla pela seleção

Vira e mexe, o nome do meia brasileiro Paulo Henrique Ganso volta a ser ventilado no mercado da bola, como aconteceu nos últimos meses, por exemplo. Vai sair ou ficar no Sevilla (ESP)? Em entrevista ao jornal Lance! na última quinta-feira (27), o jogador, de 27 anos, esclareceu se foi procurado por algum clube europeu ou do próprio futebol brasileiro.

Márcio Donizete
Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade de TV. Foi repórter colaborador, líder de colaboradores e editor no Torcedores.com. Apresenta o Lente Esportiva ABC em lives no Facebook e Youtube.

Crédito: Crédito da foto: Getty Images

“Não chegou nada concreto a mim. Quem cuida dessa parte é meu empresário. Quando chega alguma proposta, conversamos, converso com minha família e, juntos, decidimos o melhor para a minha carreira. Mas hoje, posso garantir que o meu foco está totalmente voltado aqui para o Sevilla. Estou me preparando para fazer uma grande temporada”, disse ele, que quer se firmar na Espanha.

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A permanência na equipe espanhola tem como objetivo a volta à seleção. “Sempre acreditarei em retornar à seleção. É o grande sonho de qualquer jogador, e comigo não poderia ser diferente. O Tite está fazendo um trabalho brilhante e comprovando, a cada dia, que os jogadores precisam merecer uma vaga”, destacou o meio-campista, que vê boas perspectivas de ser chamado pelo técnico Tite caso ele atue em alto nível na Europa.

“Quem tem merecido, tem sido convocado. E isso é fantástico, pois mantém as vagas em abertos para todos. Os melhores estarão na seleção, e não há nada mais justo. Me resta trabalhar demais para estar no meu melhor nível e lutar por um espaço no grupo.”

Em 2010, por pouco que ele e Neymar (Barcelona) não foram à Copa do Mundo da África do Sul com Dunga. Defendendo o Santos na época, a dupla era considerada pouco experiente para poder aguentar a pressão da camisa verde e amarela. Perguntado sobre o assunto, Ganso não quis polemizar se achou injusta a não-convocação pelo ex-treinador da seleção.

“É complicado julgar os critérios e as ideias de um profissional. Ele tinha as convicções dele e, naquele momento, preferiu levar outros jogadores. O que eu posso dizer é que nós estávamos animados e, principalmente, preparados para aquele imenso desafio. Se fôssemos chamados, tenho certeza que daríamos nosso máximo e ajudaríamos o time. Mas quem foi chamado, mereceu. Seria injusto da minha parte dizer que eu é que deveria ter ido para a Copa. Era um grupo de muita qualidade”, declarou.