Torcedores | Notícias sobre Futebol, Games e outros esportes

OPINIÃO: Aparentemente o luto e a paciência acabaram na Chapecoense

Era 29 de novembro de 2016, quando o mundo acordou com a terrível notícia do acidente aéreo da Chapecoense. A comoção foi imensa. Muitas homenagens e oferecimentos de ajuda. O processo de reconstrução começou ao fim do ano passado, com a montagem do elenco e a chegada de Vagner Mancini para comandar. No entanto, nesta terça-feira (04), aparentemente o luto e a paciência acabaram.

Luiz Felipe Longo
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Foto: Reprodução/Youtube

Isso porque o técnico escolhido para fazer parte dessa reconstrução foi dispensado. Sim, Mancini, que começou o time do zero, formou um novo elenco, ganhou um Campeonato Catarinense, foi eliminado da Libertadores apenas nos tribunais, liderou o Brasileirão, mas aí ficou sem jogos sem vencer, foi comunicado da demissão.

LEIA MAIS:
CHAPECOENSE SURPREENDE E DEMITE O TÉCNICO VAGNER MANCINI
12 DOS 20 DOS CLUBES DA SÉRIE A JÁ TROCARAM DE TÉCNICO EM 2017; VEJA LISTA

Estamos inseridos em um país pautado pelo imediatismo, pelo “resultadismo”. Se o resultado não vier, já era! A paciência extremamente necessária em um momento tão delicado como esse da Chapecoense foi ignorada pelos dirigentes. Os mesmos dirigentes que não aceitaram Levir Culpi, pois o treinador queria contrato apenas até o fim do Campeonato Catarinense.

Se a ideia era contratar um técnico até o fim do ano, por que interromper o trabalho de Mancini de maneira tão brusca e inesperada? Foi um amadorismo sem tamanho da diretoria da Chape. Ao todo, o comandante encerra seu ciclo no clube com 45 jogos, tendo conseguido 20 vitórias, nove empates e 16 derrotas.

Quem assumir, terá que começar um trabalho que foi iniciado do zero, novamente do zero. Vagner Mancini teve coragem e humanidade de querer ajudar a Chapecoense em um momento tão difícil do clube. A diretoria, no entanto, não soube ser do “mesmo tamanho” que o treinador e o demitiu apenas sete meses depois.