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Ronaldo terá que indenizar jornalista por dano moral; entenda

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução: Fscebook

O artilheiro da Copa do Mundo de 2002, Ronaldo Nazário, terá de indenizar em R$ 30 mil o jornalista gaúcho José Aveline Neto por dano moral. A decisão foi assinada pelo desembargador Fernando Foch, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. As informações são do jornal “Zero Hora”.

Entenda o caso
Durante o Mundial da Coreia e Japão, o ex-atacante, acompanhado de seguranças, tomou a câmera fotográfica do proprietário da revista “Goool” em uma festa na cidade coreana de Seogwipo, depois de o Brasil derrotar a China por 4 a 0. Segundo Aveline, por volta das 4h (no horário coreano) Ronaldo o avistou e acreditou estar sendo fotografado. O proprietário da revista afirma, porém, que o foco era outro:

— Estava fotografando o Ronaldinho Gaúcho. Por ser daqui do estado, tinha uma relação com ele e o Assis, coloquei eles na capa da revista algumas vezes — recorda.

O valor da indenização, decidido pelo juízo da 2ª Vara Cível, em 2011, foi de R$ 10 mil. Foch, no entanto, atualizou o valor.
— Estou muito satisfeito. Lavei a alma pela tristeza que senti ao longo dos anos. Fui considerado um paparazzi. A justiça tarda, mas não falha — comemorou Aveline
De acordo com reportagem do “UOL”, a assessoria de Ronaldo consultará advogados do craque antes de divulgar ou não qualquer manifestação sobre o caso.

Decisão do magistrado:
“A verba arbitrada, para se ter uma ideia de grandeza, correspondia, na data da sentença 19/09/11 a 18,34862 salários mínimos (Lei 12.382/11). Corrigida tal cifra até hoje, pelos critérios deste tribunal, seriam R$ 14.986,42, o que corresponde a 15,99404 salários mínimos (Decreto 8.948/16). Nesse passo, mostra-se mais razoável triplicá-la: R$ 30.000,00, valor histórico, ou seja, na data do ato recorrido. Afinal, como dito na sentença, o réu é, ou foi, um dos jogadores de futebol mais famosos do mundo, é ainda, empresário bem sucedido, como notório, além de rico, também como de notoriedade”