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Opinião: Sul-Americana deveria ser a prioridade do Flamengo em 2017

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Colaborador do Torcedores

Flamengo vai ao Chile enfrentar o Palestino pela opa Sul-Americana, buscando exorcizar o fantasma das eliminações para equipes estrangeiras

Crédito: Flamengo vai ao Chile enfrentar o Palestino pela opa Sul-Americana, buscando exorcizar o fantasma das eliminações para equipes estrangeiras (Foto: Reprodução/CONMEBOL)

Nesta quarta-feira, o Flamengo vai a Santiago enfrentar o Palestino pela segunda fase da Copa Sul-Americana com um time inteiramente reserva. Os titulares, que participaram da vitória sobre o São Paulo no último domingo, sequer viajaram à capital chilena. Porém a competição deveria ser a prioridade do rubro-negro nesse segundo semestre.

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A cada vez que o Flamengo entra na Libertadores, a competição vem sendo tratada cada vez mais como obsessão pela torcida rubro-negra. Mas, na realidade, o clube tem colecionado decepções no torneio continental. E não apenas na Libertadores, como também na Copa Sul-Americana. Nas últimas três edições da Libertadores, a equipe da Gávea não conseguiu sequer passar da fase de grupos. Na Sul-Americana, o melhor rendimento do clube foi em 2011 e 2016, quando chegou apenas à segunda fase.

O terror do Flamengo são os confrontos contra equipes estrangeiras. O clube não sabe o que é ganhar uma fase decisiva contra um time de outro país desde 2001, quando chegou à final da Copa Mercosul ao eliminar o Independiente nas quartas de final. De lá para cá, o rubro-negro acumulou decepções e vexames contra equipes gringas em mata-mata.

Em 2007, o time foi eliminado nas oitavas de final da Libertadores para o Defensor Sporting. Em 2008, caiu para o América-MEX na trágica noite que Cabañas fez dois e os mexicanos venceram o Fla por 3 a 0 no Maracanã. Em 2010, a equipe foi eliminada pela Universidad de Chile nas quartas de final da Libertadores. Em 2011, a equipe levou 4 a 0 da mesma La U e caiu na segunda fase da Sul-Americana. Ano passado, o adversário desta quarta foi o responsável por tirar o Flamengo da Copa Sul-Americana.

Como consequência desses resultados ruins, o clube acabou apenas no pote 3 no sorteio da primeira fase da Libertadores. Ou seja, mesmo com um título da Libertadores, a equipe da Gávea tem um histórico similar a Zamora, Jorge Wilstermann, Melgar e Godoy Cruz, e pior que Guaraní, Emelec e Sporting Cristal para a CONMEBOL.

O grande problema do Flamengo são os confrontos contra os estrangeiros, especialmente nos jogos fora de casa. Desde 2010, o rubro-negro fez 15 jogos oficiais fora do Brasil, contando Libertadores e Sul-Americana. Foram 4 vitórias, 1 empate e 10 derrotas.

Assim, o Flamengo deveria focar na Copa Sul-Americana para espantar de vez esse fantasma das competições internacionais, que ronda a Gávea. Um título, ou até mesmo uma boa campanha, seria fundamental para o clube recuperar o prestígio continental e a confiança em competições sul-americanas. Além do mais, o título da Copa Sul-Americana dá vaga direta na fase de grupos. Com o Brasileirão dando vaga para os seis primeiros na Libertadores do ano que vem, o rubro-negro poderia conciliar bem Sul-Americana e Brasileirão para conseguir atingir o objetivo de chegar à Libertadores em 2018 e, quem sabe, conquistar um título internacional ainda neste ano.