Opinião: de eliminação precoce do vôlei nas Olimpíadas, até a renovação e o topo do mundo, novamente

Passados quase 1 ano da eliminação precoce  da seleção brasileira de vôlei para as chinesas, muito se questionava sobre a bendita reformulação. O Brasil que contava antes com Fabiana, Dani Lins, Sheilla, Jaque, Fabi, perdia seus pilares e a base que fez qualquer brasileiro a temer pelo futuro da ‘amarelinha’.

Artur de Figueiredo
Jornalista/ Especialista em Comunicação- Com mais de 10 anos de experiência com atuações em diversas plataformas. Desde a graduação venho atuando, como colaborador de diversas mídias. Em 2008, comecei a escrever para o maior portal de Rock e Heavy Metal do país, o Whiplash.net. No mesmo período, me ingressei como apoiador da cena cultural, artística, em especial, de São Paulo e região metropolitana, estive na redação do Stay Heavy. Posteriormente, tive a oportunidade de escrever também como colaborador da maior revista segmentada de Heavy Metal e Classic Rock, a Roadie Crew. Já na área esportiva, como jornalista de esporte Olímpico, tive o privilégio de atuar diretamente nas reportagens, comentários, sendo setorista de Sada Cruzeiro, Sesi São Paulo e Pinheiros, com foco sempre no voleibol. Redator e repórter do site mineiro: Virtuai.com, além do Portal Torcedores.com. No rádio, atuei como comentarista da Metropolitana AM 1070 e Garota FM 87.5. Atualmente, sou colaborador da rádio Poliesportiva. Continuo de forma ativa, buscando conteúdo exclusivo de qualidade, para todos amantes do esporte, contribuindo com informação de relevância para as demais plataformas. Finalizando, atuei como Assessor de Imprensa do clube União Mogi Futebol Clube e colunista do jornal Gazeta Regional. Sempre em busca de novos desafios, aberto ao crescimento, ao desenvolvimento profissional, especialmente, o crescimento humano, em cada área almejada.

Crédito: Crédito da foto: Divulgação/CBV

Zé Roberto mostrou para o mundo nesse fim de semana, sua categoria e capacidade de gestão. Mesmo sem contar com a mesma expectativa do passado e a difícil classificação que veio no apagar das luzes, se mostrou como uma fênix que renasce, se reinventa e lapida pedra bruta em joias raras. A conquista de mais um Grand Prix reacende a mística da camisa ‘canarinho’, a tradição e o brilho de quem sabe cair, levantar.

As Olimpíadas do Rio de Janeiro vieram pra firmar a seleção, como uma das maiores de todos os tempos. A tentativa de quebra de recorde, alcançando as cubanas, num suposto tricampeonato olímpico que acabou não vindo, não só frustraram, como acendeu uma luz amarela, sobre uma perspectiva e os resultados, conquistas, se chegariam. Com prognostico mais moderado, especialistas colocavam que o tempo, somente ele, poderia deslumbrar alguma coisa. Contrariando qualquer analise a seleção brasileira aos 48 minutos do segundo tempo se classificou.

Como gigante que é, aniquilou e mostrou para o mundo que o tempo é um mero detalhe, diante uma equipe de talento, capacidade. De frases pejorativas do passado que a seleção era ‘amarelona’ , o único amarelo que se contextualiza é o ouro, é o lugar mais alto do pódio. Quanto mais pisam, mais crescem. O brio e a luta de cada jogadora aliada à competência de Zé Roberto e a sua brilhante comissão técnica define se mais uma vez como o ar de esperança e orgulho do povo brasileiro.

Rosamaria, Macris, Bia, Mara, Roberta, Gabi, entre várias outras, são o ar da renovação. Mero acaso? Não. Os números, as estatísticas, aliados ao ‘sangue nos olhos’ e a vontade de vencer de cada atleta as colocam num patamar de respeito e confiança. Assim é o vôlei nacional, muda se jogadoras, gestores, técnicos, mas, a mentalidade vitoriosa, intrínseco a isso, a competência de analistas, especialistas, que estudam, se dedicam a um sentimento de vitória. A conquista de mais um Grand Prix, pra muitos é, de fato, acaso, pelo o curto tempo. O planejamento e até a falta dele só mostra o quão talentoso e empenhado é esse grupo.

A desacreditada Tandara não sente mais o peso da ‘amarelinha’, a liderança de Natália, a força de Bia, todas imbuídas de uma única missão; levar o Brasil a posição de destaque. Jogar com coragem, ousadia, sem medo de ser feliz, sem medo de se arriscar. A posição sintomática de toda equipe, as levantadoras, mesmo tendo algumas falhas, mas, comuns, pelo o inicio do trabalho realizado. Roberta, Macris, Naiane. Jovens e talentosas, com capacidade de manter o status de ‘Simply The Best’ para a seleção brasileira.

Acomodadas? Jamais. Zé e sua trupe já estão estudando novas formas, sistemas para continuar com a sua equipe, brigando lá em cima. De um treinador que dorme pouco e trabalha muito, só colhe bons frutos, em quase 3 décadas. As saudades das manhãs de domingo com as conquistas de Senna na Fórmula 1, mais uma vez se suscitou neste fim de semana e a representação do esporte que mais orgulha o brasileiro.

Parabéns meninas, vôlei nacional, por mais uma conquista.

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