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EC São Bernardo é “espionado” antes de confronto decisivo pela Segunda Divisão Paulista

Esporte Clube São Bernardo e Francana jogam no próximo domingo (20), no Estádio Giglio Portugal Pichinin (o Baetão), pela sexta e última rodada da segunda fase da Segunda Divisão do Campeonato Paulista – quarto nível do estadual. Um fato inusitado, porém, chamou a atenção no treino da equipe do EC São Bernardo da última terça-feira (15).

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: EC São Bernardo/Reprodução

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Três pessoas estavam tentando assistir ao treinamento da equipe alvinegra do Grande ABC no Baetão. A história foi revelada pelo repórter Dérek Bittencourt, do jornal Diário do Grande ABC.

Conhecido como Cachorrão, o EC São Bernardo só precisa de um empate para se classificar às quartas-de-final do torneio. Já a Francana, a Feiticeira, precisa vencer.

Antes, convém explicar: o EC São Bernardo nada tem a ver com o São Bernardo Futebol Clube, que disputou a Série A do Paulistão nesse ano. O Tigre foi fundado em 2004, enquanto o Cachorrão é de 1924.

Os três “espiões” foram flagrados por um assessor da Secretaria de Esportes da Prefeitura de São Bernardo do Campo. Eles afirmaram que eram moradores da cidade, mas saíram dos arredores do Baetão em automóveis com as placas de Franca e Batatais.

Franca, cidade da Francana, adversária do EC São Bernardo. Batatais é vizinha da Cidade do Calçado – apelido da cidade-sede da Feiticeira.

Presidentes

Procurado para comentar o caso, o presidente do EC São Bernardo, Felipe Cheidde Junior, condenou a atitude dos três “espiões”, mas preferiu não acusar a Francana. Ele ainda destacou a distância que separa São Bernardo do Campo e Franca:

“Estavam espionando. Quando abordados, negaram (ser do Interior), mas ficaram sem jeito. Era nítido o incômodo, porque naquela posição, naquele lugar, naquela hora, não era para estar. As imagens que me chegaram não provam que eram de Franca. Seria maquiavelismo da minha parte. Mas o que justificaria eles aqui? Era nítido o comportamento como o de criança fazendo arte. Se é de mando ou não do time de Franca, não posso afirmar, mas é sacrifício se locomover 450 quilômetros (distância entre Franca e São Bernardo) sem interesse profundo. Vejo maldade daqueles três rapazes”, comentou.

De acordo com a reportagem, Cheidde entrou em contato com o presidente da Francana, Anderson Pereira Silva. Procurado pelo Diário do Grande ABC, Silva reafirmou que nada tem a ver com a “espionagem” ao EC São Bernardo:

“Tenho filosofia de ética na vida pessoal e profissional e nunca vou levar de forma diferente para dentro do futebol. Me enviaram foto, eu disse que não sabia de nada. Liguei para nosso técnico, que disse não saber de nada. Diretor também não. São coisas que podem ser interpretadas de uma forma, mas daqui não partiu nada. Hoje a internet nos proporciona ver o outro time jogar. Em nenhum momento a Francana pensou em se utilizar desse tipo de prática”, encerra.