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Na Volvo Ocean Race, Martine Grael mantém campanha para 2020

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Team AkzoNobel with the new boat depart to Holland

A atleta Martine Grael será a primeira brasileira a correr a Volta ao Mundo entre todos os nove representantes do país na história do evento. Ouro na Rio 2016 ao lado de Kahena Kunze, a velejadora disputará a Volvo Ocean Race pelo Team AkzoNobel (Holanda). Apesar de integrar uma aventura de 8 meses, Martine Grael confirmou que pretende defender o título olímpico em Tóquio 2020.  ”Nas etapas com paradas maiores estamos pensando em aproveitar meu tempo livre para treinar”.
“Passar do 49erFX para a Volvo Ocean Race com o time AkzoNobel será uma oportunidade muito importante para evoluir minha habilidade de navegação e também meu preparo físico”, disse Martine Grael. “Meu objetivo a curto prazo é aprender mais sobre o barco e entender suas particularidades, melhorando assim meu desempenho”.
Embora esta seja a primeira vez de Martine na Volvo Ocean Race, o sobrenome Grael não é estranho nessa aventura de 83 mil quilômetros (45 mil milhas náuticas). Seu pai, Torben Grael – além de ser o velejador olímpico mais bem sucedido do Brasil, com cinco medalhas, sendo duas de ouro – participou da Volta ao Mundo por três vezes, ganhando a edição 2008-09 como comandante da Ericsson 4. Ao lado dele estava Joca Signorini, outro brasileiro no AkzoNobel.

”Foi uma dos principais motivos de eu ter escolhido esse time. A maior parte dos homens aqui já velejaram juntos antes em outros barcos e confiam um nos outros. Existem muitos riscos nessa regata e para mim o Joca, além de ser uma pessoa que me traz confiança como velejador, me traz confiança de caráter”, explicou Martine Grael. ”Conto muito com a torcida de vocês quando a regata chegar em Itajaí. Estou muito animada”. Ouça a velejadora aqui.

 Martine falou sobre a mudança de um monotipo de regatas olímpicas para um barco de 65 pés para dar a volta ao mundo com mais tripulantes. ”Nos barcos de oceano geralmente há um número muito maior de tripulantes onde cada um tem uma função específica, já nos monotipos você faz tudo, ou divide com um parceiro. Além da diferença de tamanho, os barcos de oceano tem mais opções de velas e diferentes opções de como colocá-las no mastro, logo aguenta as mais diversas condições de mar e vento. Em quanto muitas vezes o monotipo, que são projetados para navegar em águas costeiras tem uma única opção limitado apenas a como você regula as velas”.

Martine Grael tem treinado a bordo do novo Volvo Ocean 65 da equipe AkzoNobel nas últimas semanas e participará do Leg Zero – uma série obrigatória de quatro regatas preliminares para as sete equipes concorrentes da Volvo Ocean Race antes do início da aventura em 22 de outubro, em Alicante, na Espanha.

A Leg Zero começa na quarta-feira (2) com um sprint em torno da Ilha de Wight, na Inglaterra, seguido da Rolex Fastnet Race, de 6 a 9 de agosto, e uma prova mais longa de Plymouth, na Inglaterra, para Lisboa, em Portugal. O último percurso terá uma parada de um dia no porto francês de St. Malo.

Brasil na Volvo Ocean Race 

O Brasil teve ao todo oito atletas na Volvo Ocean Race. O primeiro velejador a correr a Volta ao Mundo foi Fernando Peres, integrante do barco La Barca Laboratorio em 1981-82. Dos atletas que participaram do evento, três deles têm o título de campeão. A bordo do Ericson 4, o pai de Martine, Torben Grael, liderou a equipe sueca na conquista de 2008-09 ao lado de Joca Signorini e Horácio Carabelli.

Torben Grael, inclusive, fez história ao comandar o Brasil 1 – até agora único veleiro brasileiro na Volvo Ocean Race. O barco ficou em terceiro lugar na edição 2005-06. De lá pra cá, pelos menos um velejador nacional corre a regata.

A prova terá novamente a cidade de Itajaí (SC) como parada depois de duas edições consecutivas. O evento já parou no Rio de Janeiro (RJ) e São Sebastião (SP).