Esportes da mente

Viajando com o Pôquer: jogando em Las Vegas

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Colaborador do Torcedores

Uma das coisas mais legais que existem no pôquer é o fato de os circuitos nacionais e internacionais rodarem por várias partes do planeta, o que lhe abre a possibilidade de conhecer diferentes lugares. Claro, a Meca do pôquer fica na “capital do pecado”, a cidade do entretenimento, Las Vegas, casa da WSOP.

Vegas tem bons restaurantes, ótimos shows, muitas opções de compras. É uma cidade completamente voltada ao entretenimento. Porém, desde já um alerta: ao contrário do que podemos imaginar, Las Vegas não respira pôquer. Diante da gama de jogos e opções de lazer que a cidade oferece, o pôquer é até colocado em segundo plano, acredite. A exceção é o período da WSOP.

Quando estive em Vegas, não era época de WSOP. Imaginei chegar na capital mundial do pôquer e, guardadas as proporções, me decepcionei. Todo cassino, pequeno ou grande, tem sua Poker Room – a sala de pôquer. Mas elas costumam ser discretas e quase esvaziadas em alguns cassinos, que dão total prioridade a jogos de azar, como roleta, caça-níqueis e afins. É aquela máxima: no pôquer, a casa não tem competitividade (nem favoritismo…) contra o jogador. Ganha para administrar a mesa. E o ganho não é tão bom.

Mas Vegas é Vegas, e consegui um torneio no Ceasar’s Palace, um dos maiores cassinos da cidade, que coubesse no meu bolso. Um torneio curto, de cerca de 27 jogadores (três mesas) a um buy in próximo a US$ 200, com uma estrutura turbo (blinds subindo a cada 20 minutos, jogadores iniciando com 100 big blinds). No Bellagio, por exemplo, os torneios custavam pelo menos US$ 500 quando estive. Joguei por cerca de duas horas e acabei eliminado com um straight contra um full que o river trouxe ao adversário, já quando estávamos em duas mesas.

Falar inglês ajuda, mas não é obrigatório. O fundamental é que você esteja atento ao jogo e conheça as jogadas e os nomes delas. E pelo menos saiba o mínimo dos montantes, para não compreender um valor de aposta erradamente.

Do Ceasar’s, sai ainda um pouco frustrado e disposto a jogar mais, por lazer. Mas era difícil achar torneios, então procurei um cassino menor, o Bills (que ainda tinha cerveja a US$ 1!). Sentei na mesa de cash game a US$ 1-2 os blinds e acabei fazendo um bom resultado, compensador da perda no Ceasar’s. Talvez por ser um cassino menor e menos badalado, encontrei na mesa jogadores menos preparados, recreativos mesmo.

Estava hospedado no Stratosphere, um dos maiores da cidade, com uma atração especial, que é o Sky Jump a 350 metros de altura (uma decisão mais difícil que foldar par de Ás). Aproveitei para conhecer as mesas do cassino, cash game a US$ 1-2, e também encontrei jogadores recreativos por quase uma hora de jogo. Mas aí apareceram profissionais do jogo e que se conheciam. Como estava satisfeito com os resultados e o volume de mãos, resolvi me retirar da mesa e descansar um pouco. Foi uma experiência divertida – imagine uma WSOP…

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