Futebol Internacional

Aos 25 anos, zagueiro do Chelsea é emprestado pela 14ª vez na carreira

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Jornalista formado pelo Mackenzie (SP), pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Multimídias e pós-graduando em Assessoria de Comunicação e Mídias Sociais pela Anhembi Morumbi (SP). Apaixonado por esportes desde 1994.

Com apenas 25 anos, zagueiro Michael Hector, do Chelsea, é emprestado pela 14ª vez na carreira

Crédito: Foto: Divulgação/ Site oficial do Chelsea

Na última quinta (27), o Chelsea anunciou o empréstimo do zagueiro Michael Hector ao Hull City para a temporada 2017/18. O curioso nessa história é que, com apenas 25 anos de idade, o jamaicano acaba de ser emprestado pela 14ª vez em sua ainda não tão longa carreira como jogador de futebol.

Antes de chegar aos Blues, em agosto de 2015, Hector pertencia ao Reading. Em 2009, quando ainda tinha somente 17 anos, o defensor já foi emprestado pela primeira vez. A partir de então, foram sucessivas negociações concretizadas dos Royals com outros clubes pela cessão temporária do atleta.

Durante esse período, nove dos 11 destinos do jamaicano foram clubes de menor expressão na Inglaterra – apenas dois eram do exterior. Foram eles, respectivamente: Bracknell Town, Didcot Town, Havant and Waterlooville, Oxford City, Horsham, Dundalk (IRL), Barnet, Shrewsbury, Aldershot, Cheltenham e Aberdeen (ESC).

Ao se transferir para o Chelsea, em agosto de 2015, o defensor de 1,93m também foi imediatamente emprestado. Por ironia, para o Reading, clube que o teve por seis anos, mas onde fez menos de 60 jogos no período. Na última temporada, ele disputou a Bundesliga, vestindo a camisa do Frankfurt (ALE).

Agora, Hector irá defender o Hull City na segunda divisão nacional. O atual contrato dele com os azuis de Londres vai até junho de 2020. Até lá, resta saber se o jamaicano será aproveitado pelo atual campeão inglês – curiosamente, o único clube dentre os que já vestiu a camisa que o atleta ainda não defendeu em jogo oficial.

Sucessivos empréstimos de atletas jovens é uma estratégia do Chelsea

Desde que foi “comprado” pelo bilionário russo Roman Abramovich, o Chelsea passou a adquirir jovens promessas do futebol mundial. Quando não as aproveitam no elenco, os Blues fazem sucessivos empréstimos para equipes onde elas possam ser melhores aproveitadas e ganharem experiências.

Ao retornar, os jogadores podem ser integrados ao plantel principal se o departamento de futebol vê razões para tal. Caso contrário, eles podem ser novamente cedidos temporariamente ou até negociados em definitivo – desta vez, por um valor maior do que o inicialmente pago.

Trata-se, então, também de uma estratégia financeira do Chelsea. Nos últimos tempos, os azuis londrinos têm contado com cerca de 30 jogadores nesse molde. Entre eles, há três brasileiros: o lateral-direito Wallace e os meias Nathan e Lucas Piazon.

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