Futebol

Alan Ruschel relembra pedido especial dele e de vítimas para que Lisca “salvasse” o Inter

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Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Lisca

Foto: Alan Ruschel

Crédito: Foto: Divulgação/Internacional

A Chapecoense vivia um grande momento quando o Inter, já desesperado, anunciou o técnico Lisca como última cartada contra o rebaixamento. Enquanto o time catarinense mantinha campanha sólida no Brasileirão e se aproximava das fases finais da Copa Sul-Americana, o colorado sofria a cada rodada com a proximidade da inédita queda. Mesmo distante do Beira-Rio, Alan Ruschel não deixou de acompanhar o clube e torceu contra o inevitável.

Mas, na noite do dia 28 de novembro, em Medellín, na Colômbia, Alan deixou de torcer pelo Inter e esqueceu o futebol para lutar pela própria vida. Ele foi um dos seis sobreviventes do trágico voo da LaMia, que levava a delegação catarinense para a disputa da final da Sul-Americana contra o Atlético Nacional. Por falta de combustível, o avião se partiu em dois em um choque com uma montanha e levou 71 vidas, dentre elas a do zagueiro Filipe Machado e do volante Josimar, ambos com passado no Inter e que, assim como Alan, pediram que Lisca “salvasse” o clube da queda.

“Realmente aconteceu isso. Quando o Lisca acertou com o Inter e ficou para a disputar o restinho do campeonato, eu, como tenho uma amizade com ele além das quatro linhas, realmente mandei uma mensagem. Eu pedi para que ele ajudasse o Inter, para que tirasse daquela situação, mesmo sabendo que seria muito difícil, como foi. Mas o Lisca é um dos melhores treinadores que eu já trabalhei e desejo todo o sucesso para ele”, revelou Alan em entrevista exclusiva ao Torcedores.com neste domingo, horas antes de Grêmio x Chapecoense pelo Brasileirão.

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Ainda na condição de técnico do Inter, Lisca comentou em entrevista coletiva no final do ano passado o teor das mensagens. Admitiu que recebeu apoio de Alan Ruschel e de Filipe Machado, com quem havia trabalhado, e se mostrou tocado com a dolorosa tragédia.

“Falei com a esposa do Alan um pouco antes (do treino). Ele está se mexendo. Isso é legal para caramba, mas há o velório coletivo. Eu comparecerei à Arena para acompanhar o do Filipe. Tenho que prestar solidariedade. Quando eu vim para o Inter, os dois me mandaram mensagens. Eles disseram para eu acreditar e pediram para salvar o “nosso Inter” (do rebaixamento). Ainda sinto a presença de alguns”, confidenciou, na ocasião.

No entanto, Lisca não conseguiu atender o desejo dos “colorados” da Chapecoense. Em apenas três jogos no comando do Inter, ele participou da derrota para o Corinthians, vitória sobre o Cruzeiro e empate com o Fluminense, que foram insuficientes para a permanência do Inter na Série A. O treinador não seguiu no Beira-Rio em 2017 e vinha realizando um bom trabalho no Paraná até ser demitido por problemas de relacionamento.

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