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Bartra fala sobre atentado em Dortmund: “me mudou em muitas coisas”

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Colaborador do Torcedores

Bartra

Crédito: Reprodução / Facebook oficial do Bartra

Falecido em 1996, Renato Russo, líder da Legião Urbana, escreveu nos versos de “Pais e Filhos” que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há”. O zagueiro do Borussia Dortmund, Marc Bartra, provavelmente nunca escutou essa canção, mas sentiu na pele o significado desta letra no atentado que a equipe sofreu no dia 11 de abril, momentos antes da partida contra o Monaco, pela Liga dos Campeões.

Três explosões ocorreram próximas ao ônibus da equipe, que saia do hotel em direção ao Signal Iduna Park, palco da partida contra os franceses. Bartra foi atingido por vidros que quebraram e teve de passar por cirurgia na mão ainda por conta de um osso fraturado. Para piorar a situação, os atentados recentes de Barcelona fizeram com que o jogador revivesse à distância o drama que passou em abril.

Em entrevista ao jornal espanhol Marca, o zagueiro conta um pouco mais do que sentiu no momento das explosões em Dortmund e explica o sentimento de ver a cidade espanhola em caos por conta do terrorismo. Para Marc Bartra, a forma de viver a vida e enxergar o mundo, de longe, já não é mais a mesma.

“O atentado me mudou em muitas coisas. A maneira de ver. A forma de valorizar o que é verdadeiramente importante e o que não é. De fazer as coisas no seu dia a dia, não esperar que algo assim aconteça. Nunca se sabe o que te pode acontecer. E o que fica agora é a motivação de viver, de valorizar mais as coisas. É uma pena que a gente tenha de passar por algo tão forte para te se preocupar mais. Mas se conseguimos superar, faz com que a gente viva e se expresse muito mais”, comentou o zagueiro.

SOBRE BARCELONA

“Eu estava na Alemanha vendo pela televisão, mas foi como se estivesse lá. Eram as ruas que eu tinha muito caminhado, sobretudo quando era menos conhecido. Tenho família e amigos que passam todos os dias por ali. Estava nervoso, ligando para os meus conhecidos para saber se estavam todos bem. E depois fiquei muito triste por ver o que estava acontecendo nos lugares em que vivi muitas coisas durante vários anos”, explicou Bartra.

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