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Conselho do Inter fará reunião extraordinária para debater contas de 2016

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Retirada de cadeiras deve acontecer após liberação pelo MP, BM e Corpo de Bombeiros. Foto: Inter/Divulgação

Reunião sobre o resultado de auditoria promete ser tensa. Foto: Inter/Divulgação

Retornar à série A não é a única preocupação do Inter em 2017. Enquanto o departamento de futebol, comissão técnica e jogadores focam as atenções na disputa da série B, a diretoria, o financeiro e o jurídico do clube esquentam a cabeça com um assunto tão complicado quanto disputar a divisão de acesso do campeonato nacional: o conselho deliberativo do Inter se reúne hoje à noite, no Beira-rio, em reunião extraordinária, para debater os números do balanço financeiro de 2016, quando o clube ainda era comandado pela gestão de Vitória Píffero.

O evento de hoje à noite tem uma motivação. Ainda no primeiro semestre de 2017, a atual diretoria contratou auditoria da empresa Ernst & Young para avaliar as contas da gestão Píffero. O resultado foi assustador: a empresa terceirizada encontrou relatos de que um grupo de cinco empresas recebeu repasses superior a 9 milhões de reais para obras no complexo Beira-rio. Obras que, no entanto, não foram realizadas. Outro ponto que chamou a atenção na auditoria foi de que as empresas atendem pelo mesmo número de telefone, porém são registradas com endereços diferentes. Uma das empresas, sozinha, recebeu mais de R$5 milhões em verbas do Inter.

Conselheiros de chapa da oposição – e membros da atual diretoria – já se manifestaram afirmando que “não deixarão o caso ser abafado”. Em reuniões anteriores, as contas de 2016 já haviam sido reprovadas pelos conselheiros. A tendência é de que a reunião se encerre somente na quarta-feira, já que o encontro deve conter debates acalorados e longas análises dos dados do relatório. Durante toda a reunião, o relatório ficará disponível para leitura pelos conselheiros, porém será proibido tirar fotos ou levar os documentos para fora do clube. Pelas redes sociais, grupos de sócios torcedores e movimentos políticos do Inter prometem fazer pressão nos conselheiros.

o Ministério Público também manifestou interesse pelo debate e pelos dados contidos no relatório da auditoria. Se comprovado irregularidades na gestão financeira do clube, o Internacional pode perder recursos do Profut, lei federal criada para facilitar o parcelamento e quitação de dívidas por parte dos clubes de futebol.