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De amador a profissional: jogador de pôquer conta segredos da troca de carreira

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Colaborador do Torcedores

Alex Gelinski tem 35 anos, é casado e tem uma filha. Ao currículo dele, junta-se a alcunha: “jogador profissional de pôquer”. Mas nem sempre foi assim. Gelinski trabalhava como Head-hunter e tem sua própria empresa de Recursos Humanos. Decidir ser jogador profissional foi uma escolha progressiva. Com mais de US$ 1 milhão em premiações nos últimos anos, Alex Gelinski teve como grande segredo a cautela. Ele conversou com o Torcedores.com:

“Eu sempre trabalhei com transição de profissionais nas suas carreiras, o que tem a ver com o pôquer, por que você tem que conhecer a pessoa em pouco tempo”, contou Gelinski, “Mas o que ajudou a me apaixonar pelo pôquer foi o fato de eu jogar Xadrez. O Xadrez é totalmente matemático, ciência exata, e o pôquer tem esse lado. E claro, as premiações em dinheiro.”

Foi em casa que ele aprendeu como jogar. “Tudo começou por acaso, eu aprendi a jogar com meu sogro. Na hora já bateu, se jogam por lazer e dinheiro, tem muito erro aqui. Descobri que a matemática ajuda muito ali. Quando comecei a ver que o jogo estava atrapalhando a empresa, eu vi se realmente compensava dispor tempo para ter aquele hobby então. Até que a coisa mudou: a empresa começou a atrapalhar o que já não era mais hobby”, relatou.

Antes de jogar por altos valores, Gelinski treinava em mesas grátis. “Eu comecei em freerolls, ou seja, jogava torneios gratuitos por premiações bem pequenas. Eu comecei a ver que conseguia bater aqueles jogadores. Então a minha esposa ficou grávida e eu tive que ajudar mais, por que ela é o meu braço direito na empresa. Aí eu comecei a jogar a dinheiro por conta dos horários dos torneios. A empresa ia bem, mas no jogo ia bem também, com lucros expressivos. Quando eu tive total certeza que eu poderia virar jogador, aí eu tomei a decisão. Antes de eu falar para a família ou para alguém que eu ia virar jogador, os resultados apareceram. Eu acabei não tendo que provar para ninguém. Todos começaram a entender que eu era um jogador sem ter que explicar nada.”

Deixar a empresa então se tornou uma decisão fácil. “Quando o que eu fazia começou a atrapalhar a rotina de jogador, aí eu migrei tudo para a minha esposa e passei a me dedicar mais só ao pôquer”, contou Gelinski.

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