Futebol

Dirceu Lopes o eterno craque cruzeirense faz aniversário

Publicado às

Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução: Torcedores.com

Dirceu Lopes foi um genial jogador que fez história com a camisa do Cruzeiro. Ele comemora hoje 71 anos, então acompanhe um pouco da história desse magnífico jogador.

Dirceu Lopes nasceu em 03 de setembro de 1946, em São Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte. Iniciou a sua carreira no Cruzeiro em 1963. A sua primeira partida foi em 1964, no empate em 1 a 1 com o Atlético Mineiro. Essa partida foi também o primeiro da dupla inesquecível que formou com Tostão.

O baixinho de 1,62 m, tinha muita velocidade e habilidade e um faro de gol muito apurado. Essas qualidades todas o fizeram ser titular absoluto por 12 anos da raposa.

Em 1965 conquistou o seu primeiro título mineiro, de outros noves que conquistaria ao longo da sua carreira. Foram um pentacampeonato (1965,1966,1967,1968 e 1969) e um tetra campeonato (1972,1973,1974 e 1975).

Mais o ponto alto da carreira foi na decisão da Taça Brasil de 1966. O Cruzeiro encararia o Santos de Pelé, Coutinho e companhia. No primeiro jogo foi uma goleada acachapante de 6 a 2, sendo três gols seus. No jogo de volta outra vitória mineira, agora por 3 a 2, de virada com Dirceu marcando um gol.Depois da improvável vitória cruzeirense, Dirceu recebeu a alcunha dos jornais mineiros de “O Príncipe´´.

Em 1967 o Brasil iria disputar a tradicional Copa Rio Branco, contra o Uruguai, as partidas seriam em Montevidéu e pela primeira vez Dirceu Lopes teve a oportunidade de vestir a camisa amarelinha. Foi titular no empate de 0 a 0 e de 2 a 2. O terceiro jogo, outro empate (1 a 1) e  Dirceu foi o autor do gol do empate, que garantiu o título da seleção.

Ele esteve muito próximo da Copa de 70, era titular absoluto com João Saldanha. Mais quando Zagallo assumiu ele foi preterido por Dadá Maravilha.

No total foram 18 jogos, com 12 vitórias, 05 empates e apenas uma derrota. Fez um total de quatro gols pela seleção.

Se na seleção ele não obteve o sucesso esperado, no Cruzeiro continuou fazendo história, acumulando gols e conquistando títulos. Ganhou  a Bola de Prata da Revista Placar, por três vezes (1970, 1971 e 1973) e ganhador da Bola de Outo de 1971.

O seu último título foi a primeira Libertadores da América do Cruzeiro em 1976. Saiu do Cruzeiro em 1977 e marcou história no clube sendo o terceiro com mais jogos ( 610 partidas) e o segundo maior artilheiro com 223 gols, atrás somente de Tostão, que tem 249 gols.

Foi para o Fluminense, comandado por Rivellino. Mais as lesões afetaram o seu futebol e no tricolor carioca fez poucas partidas e em 1978 se transferiu para o Uberlândia, pelo qual encerou a carreira em 1980.

Depois que largou o futebol foi secretário de esportes de sua cidade e é empresário, dono de escolinhas de futebol.

Títulos

  • Copa Libertadores da América- 1976
  • Campeonato Brasileiro (Taça Brasil) – 1966
  • Campeonato Mineiro – 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972,1973,1974,1975
  • Copa Rio Branco (pela seleção)- 1967

LEIA MAIS:
INTERNAUTAS ELEGEM DIRCEU LOPES COMO O MAIOR MEIA DA HISTÓRIA DO CRUZEIRO; ALEX É O SEGUNDO
RELEMBRE 5 GRANDES JOGOS ENTRE VASCO E CRUZEIRO
VEJA POR ONDE ANDAM ÍDOLOS HISTÓRICOS DO CRUZEIRO