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Entenda como o Palmeiras “economiza” com a reintegração de Felipe Melo

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Colaborador do Torcedores

Palmeiras

Crédito: Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Após pouco mais de um mês afastado, Felipe Melo retornou ao elenco do Palmeiras e já treinou no mesmo horário do grupo – sob o comando do técnico Cuca – nesta terça-feira (5), na Academia de Futebol. A reintegração do volante, no entanto, não significa, necessariamente, que ele voltará a ser relacionado, mas que o clube irá “economizar” e evitar problemas judiciais.

Felipe Melo recebe aproximadamente R$ 580 mil por mês, contando R$ 350 mil de salários, acrescido pelas parcelas da luva pela assinatura de contrato e premiações, que é válido até o final de 2019. O acordo prevê que o jogador receba cerca R$ 24 milhões até o término do contrato, se ele for cumprido integralmente.

Com o volante reintegrado ao elenco e com alguma chance, apesar de mínima, de voltar a ser relacionado para jogos do Palmeiras, a notificação extrajudicial apresentada pelos representantes do jogador ao clube, alegando que o atleta não tinha as mesmas condições de trabalho que os companheiros, perder força, junto com a ideia de uma rescisão.

Em entrevista para ESPN, um advogado especializado no assunto explicou o que o Palmeiras sofreria caso não acontecesse um acordo entre as parte. “Se essa rescisão vier de maneira indireta na Justiça e ficar caracterizada culpa do Palmeiras pela rescisão do contrato, o clube acaba sendo obrigado a pagar a cláusula compensatória desportiva, que como prática os clubes colocam nos contratos os salários até o final do contrato, que é o mínimo que a lei estabelece.”

Sem rescisão e com o jogador treinando normalmente com elenco, a possibilidade do volante receber propostas e ser negociado pelo Palmeiras para a próxima temporada aumentam, assim, no entanto, o acordo seria amigável entre as partes.

Depois da primeira reunião com o volante, o técnico Cuca chegou a admitir que a questão jurídica tinha um peso para a reintegração do jogador. “Não quero prejudicar ele e nem o time também. Tem uma questão jurídica envolvida nisso. Quando fazemos as coisas pelo bem, colhemos com Deus. Vamos esperar essa semana e ver o que vai acontecer”, disse o treinador após o clássico contra o São Paulo, no último domingo (27).

Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, também falou sobre a questão jurídica. “Existe, realmente, uma preocupação (jurídica), mas o Felipe foi contratado pela sua história, qualidade, pelo jogador que é, pelo currículo que ele tem, é um jogador que tem muita energia, muita vibração… então, eu não colocaria só no aspecto jurídico. Nós estamos conversando, tanto o departamentos jurídico, como o de futebol, para tratar o assunto de uma maneira bastante responsável”.