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Maior ídolo do Palmeiras não jogou no Santos por 4 mil cruzeiros

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Jornalista formado pela FIAM-FAAM. Setorista do Internacional e do Fluminense no Torcedores.com. Também escreve sobre o Palmeiras no site. Contato: mohamed.nassif12@hotmail.com

Palmeiras

Crédito: Divulgação

O Santos marcou época nos anos 60. Foi um dos times mais vitoriosos do futebol, teve alguns dos principais jogadores do Brasil, chegou a parar uma Guerra e era a equipe mais forte na Era mais gloriosa do futebol brasileiro. Praticamente não conquistou tudo que pois o Palmeiras rivalizava com o Peixe.

E esse time poderia ser mais forte e vitorioso ainda. Não foi por 4 mil cruzeiros, moeda que circulou no Brasil naquele período.

Ademir da Guia, jogador que mais vezes vestiu a camisa do Palmeiras e maior ídolo da história do clube, quase vestiu a camisa do Santos antes de ser conhecido no cenário nacional e jogar no Alviverde.

No ano de 1959, quando ainda era um jovem beirando os 18 anos e jogava pelo Bangu, fez um teste no Santos. O meia chamou a atenção dos dirigentes santistas, que queriam a permanência de Ademir na Vila. As negociações acabaram frustradas, como conta o próprio Divino:

“Em 1959, meu pai me levou para fazer um teste no Santos. Fiquei na Vila Belmiro por uma semana, participando de treinamentos. Em um sábado de manhã, um diretor do Santos chamou meu  pai para conversar. Ele disse que estava interessado em me contratar para o Juvenil, mas não podia me pagar mais de 9 mil cruzeiros por mês. Mas meu pai falou: ‘eu quero 13 mil cruzeiros'”, disse à Revista Palmeiras.

O ídolo palmeirense admite que não entendeu o motivo de seu pai, Domingos da Guia, exigir 13 mil cruzeiros: “Até hoje não sei da onde ele tirou esse valor. No Bangu eu devia ganhar uns 200 cruzeiros. O diretor do Santos disse que não tinha alçada para negociar.”

Em meados de 1961, Ademir chegou ao Palmeiras. Pelo Verdão, conquistou 5 Campeonatos Brasileiros, 5 Campeonatos Paulistas e um Rio São Paulo, além de outros torneios como o Troféu Ramón de Carranza por três vezes. O Palestra, comandado por Ademir, foi o grande “carrasco” do Peixe durante a década de 1960.

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