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Lava Jato investiga suposta compra de votos na Rio 2016

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Estudante de jornalismo. 20 anos | Rio de Janeiro O esporte, principalmente, o futebol me inspiram a cada dia. Temos cada história! É isso que me faz escrever.

Crédito: Investigação sobre compras de votos na Rio 2016

Mais uma operação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal junto ao Ministério Público Fedral, chamada Unfair Play, que investiga a compra de votos da Rio 2016. E desde o início da manhã, a PF está executando mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participar do esquema de corrupção e no final da manhã realizou entrevista coletiva.

Um dos suspeitos de participar desta fraude é o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, que está na sede da PF para prestar depoimento, sendo o elo entre dinheiro roubado no Rio e picaretas do Comitê Olímpico Internacional (COI) e está impedido de deixar o país, afirmou a Procuradora Fabiana Schneider. Segundo, Frederido Skora, delegado da PF, em entrevista coletiva, diz que há suspeita de pagamentos de propinas para contratos com o governo do estado do Rio de Janeiro.

Eduardo El Hage, procurador da República, indica o ex-governador Sergio Cabral como chefe da organização investigada pela Unfair Play. Além disso, afirmou que recebeu US$ 10 milhões ilegalmente, através de um banco situado em Antígua e Barbuda, no Caribe.

A partir da entrevista coletiva da PF, o esquema de corrupção teria se iniciado três dias antes da votação no COI, quando houve o repasse de 2 milhõs de dólares (4,7 milhões de reais) pelo empresário brasileiro Arthur Cesar Menezes Soares Filho, dono da empresa “Facility”, para a empresa de Massata Papa Diack, filho de Lamine Diack, presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) na época da eleição, em 2009. O empresário brasileiro, conhecido como “Rei Arthur”, seria próximo ao ex-governador doestado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral. Isto tudo comprovado por Cooperação Jurídica Internacional.

Delegado afirma que há indícios da participação de Carlos Arthur Nuzman. Presidente do COB será ouvido após a coletiva, mas ainda não há mandado de prisão contra o dirigente.

 

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