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Leila Pereira cutuca Nobre em caso de volta à presidência do Palmeiras: “Não vou impugná-lo”

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.

Leila Pereira

Crédito: César Greco / Ag. Palmeiras / Divulgação

Em pouco mais de dois anos e meio, Leila Pereira se tornou uma das mulheres mais influentes do Brasil, e tudo isso por comandar a Crefisa, o principal patrocinador do Palmeiras. Até aqui, a empresária depositou mais de R$ 300 milhões (entre valores anuais de patrocínio, bônus, reforços e a construção de Centro de Excelência) e até entrou na política do clube – em fevereiro, foi eleita conselheira com votação recorde.

A presidente da Crefisa/FAM, todavia, não teve vida fácil para entrar, de fato, no Conselho. O ex-presidente do clube, Paulo Nobre, tentou impugnar a candidatura de Leila por entender que ela não era sócia do clube em um tempo mínimo para poder concorrer ao cargo. Em entrevista ao jornalista Cosme Rímoli, do portal R7, a empresária revelou ter ficado bastante chateada com a situação.

“Eu não sei o motivo (do rompimento com Nobre). Não sei porque ele fez isso, talvez Freud possa explicar, algum psicanalista”, ironizou Leila. “Por que bater numa pessoa que só quer o bem do Palmeiras? Fiquei, sim, muito magoada. Por mais que você não espere gratidão, porque o ser humano é complicado, você fica chateada”, completou a empresária.

As rusgas entre Nobre e Leila começaram desde o primeiro ano da parceria entre Palmeiras e Crefisa. O ápice do problema foi quando o clube desejava fazer uma camisa retrô em homenagem à Parmalat, empresa que patrocinou o Verdão nos anos 1990 e proporcionou, entre muitos, o título da Libertadores.

Hoje Nobre está afastado do clube, até pelo fato de o atual presidente Maurício Galiotte ter apoiado Leila no episódio da candidatura ao Conselho. Mas muitos palmeirenses desejam o retorno do ex-mandatário, até pela má fase que o Palmeiras atravessa em campo. Leila não trabalha com essa hipótese – insiste em apoiar Galiotte até o fim -, porém deu um recado ao desafeto. “Ele pode ter certeza absoluta que não vou impugná-lo (…) A briga será limpa”, brincou.

ERA CREFISA

No começo de 2017, Leila renovou o contrato com o Palmeiras por mais duas temporadas. Os gastos com reforços ultrapassaram os R$ 100 milhões só nesse ano, incluindo as chegadas de Miguel Borja, Alejandro Guerra, Luan, Bruno Henrique, Felipe Melo, entre outros.

A empresária deixou claro que o objetivo é ficar no clube por muito tempo e com o objetivo principal do bicampeonato mundial. “A Crefisa marcará uma era no Palmeiras, como a Parmalat. Só que deixará estrutura. No dia que a empresa sair, o clube poderá seguir sozinho sendo o mais poderoso do Brasil. É isso que eu quero”, declarou Leila.

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