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Moisés defende Cuca, Mattos e se declara ao Palmeiras: “Minha família ama esse clube”

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Colaborador do Torcedores

Palmeiras

Crédito: Foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras/ Divulgação

Completamente recuperado da lesão no joelho, o mia Moisés começa a voltar ao ritmo de jogo e reconquistar espaço no time do Palmeiras. E mesmo longe dos objetivos do clube para esta temporada, o camisa 10 do Verdão possui metas pessoais para alcançar.

Em entrevista ao Lance!, Moisés falou sobre o sonho de defender a seleção brasileira como uma de suas metas pessoais. “Seleção era um objetivo meu para o ano de 2017, comecei o ano com esse pensamento. E esse sonho não morreu, não. Está bem vivo aqui dentro de mim. Eu sou muito realista, tenho noção do que pode e do que não pode acontecer, e hoje sei que estou um pouco distante disso por várias circunstâncias: a Copa está chegando, o time está meio que fechando, e eu estou voltando de uma lesão, não estou ainda no ritmo em que terminei o ano passado. Então o que eu mais procuro fazer nesse momento é focar no Palmeiras, em melhorar meu nível de jogo a cada dia, procurar chegar naquele nível que atingi no ano passado. A partir disso, esse sonho volta a aflorar. Nesse momento o sonho está guardado aqui”, disse o jogador.

Com o Palmeiras eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores, além de estar longe da briga do título do Campeonato Brasileiro, o meia falou o que ainda pode esperar para esta temporada. “Primeiro é não se lesionar, essa é minha principal meta. Vou fazer trabalhos preventivos durante esse período, me cuidar bastante fisicamente, para que uma lesão não interrompa meus treinamentos e minha sequência de jogos. E também, junto com isso, fazer um excelente segundo turno, o melhor possível, e de repente beliscar o título do segundo turno, a vaga na Libertadores, quem sabe o título do campeonato… A partir disso, se eu conseguir alcançar tudo isso, a gente passa a pensar também em objetivos individuais, alguns troféu, como ganhei ano passado.”

Mesmo com uma temporada complicada e longe da disputa por títulos, Moisés faz questão de defender o trabalho do técnico Cuca e do diretor de futebol, Alexandre Mattos. “O Cuca é um cara que me ajudou bastante, é um cara muito experiente e vencedor. Com o trabalho que foi feito ano passado, era Cuca, Cuca, Cuca, melhor treinador… Ele chegou em um momento de instabilidade, não conseguiu alguns resultados, e aí passou a não ser tão bom, o ano passado virou só uma fase. É um vai e vem muito grande, uma hora você está lá em cima, na outra você está lá embaixo. Tem de ter um auto-controle muito grande, saber o que você está fazendo. E ele é um treinador que já provou várias vezes que quando tem tempo para trabalhar e consegue colocar o que pensa, faz bons trabalhos. Eu não tenho dúvida de que agora nesse segundo turno vamos fazer bons jogos e ele vai mostrar mais uma vez que todos estavam errados quando o criticaram.”

“Sobre o Alexandre Mattos, é até bom falar, porque eu vejo muitas críticas a ele. E são críticas que, às vezes, parecem ser até pessoais. Porque não é possível que uma pessoa julgue o trabalho do Alexandre Mattos ruim. Não só em questão de contratações, mas o que ele faz aqui dentro na gestão de jogadores, com o Cuca, com todo mundo. O cara faz um trabalho excepcional. Ele contratou jogadores que todos queriam, ele que foi lá e conseguiu contratar. Não importa se tinha dinheiro ou se não tinha. Naquele momento, todos que tivessem aquele dinheiro iriam tentar contratar esses jogadores, e o Alexandre contratou, todo mundo elogiou na época. Se o jogador não está dando certo ou passando por uma fase ruim as pessoas querem julgá-lo como um cara que gasta muito dinheiro, que contrata jogadores que não deveria. Esquecem de falar que ele me contratou praticamente de graça, foi lá na Croácia e me achou. As pessoas não exaltam muito isso, não exaltam a contratação do Tchê Tchê… As pessoas só exaltam o momento ruim. Precisam ter sensibilidade para criticar quando tem que criticar e elogiar quando tem que elogiar. E acho que o trabalho do Alexandre é mais de se elogiar do que de se criticar”, avaliou o meia.

Moisés ainda se declarou ao Verdão. “O Palmeiras me proporcionou coisas que outros clubes, com todo o respeito, não me proporcionaram: essa visibilidade, esse carinho da torcida, a dimensão que tem. No Palmeiras, se você está bem, todo mundo te joga lá em cima, você fica muito valorizado e todo mundo fala no seu nome. Mas se você não está bem, você não vale nada. A proporção é boa para cima, mas também te joga bem para baixo. Eu nunca tinha jogado em um time com essa dimensão, o Palmeiras me proporcionou isso. Eu interajo com os torcedores, procuro viver isso. Hoje, minha família ama esse clube. Eu tento retribuir”, completou.

Confira a entrevista na íntegra.