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Nova Zelândia vence eliminatórias da Oceania e aguarda rival da América do Sul para disputa de vaga na Copa

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/ Site oficial da Federação de Futebol da Nova Zelândia

A seleção da Nova Zelândia qualificou-se na madrugada desta terça (5) como a representante da Oceania para a disputa de uma vaga na repescagem da Copa do Mundo de 2018. Seu adversário no duelo será o quinto colocado das eliminatórias da América do Sul – se o torneio classificatório da Conmebol terminasse hoje, o confronto seria com a temível Argentina. Os “All Whites” garantiram a supremacia na Oceania ao empatar com a seleção de Ilhas Salomão por 2×2, na partida de volta da final, em Honiara; no agregado, 8×3 para os neozelandeses, que agora aguardam de camarote o final da disputa sul-americana.

A repescagem intercontinental está prevista para ser disputada em novembro deste ano, no sistema de ida e volta, um jogo na Nova Zelândia e outro na América do Sul. As datas exatas ainda serão definidas pela Fifa, mas os duelos certamente movimentarão as casas de apostas esportivas e os palpites do OddsShark.com.

TIME MISTO X TIME DE AMADORES

Na semana passada, a Nova Zelândia já havia vencido com enorme facilidade as Ilhas Salomão, 6×1 no North Harbour Stadium, em Auckland. A confiança dos neozelandeses era tanta na classificação que o técnico dos “All Whites”, Anthony Hudson, dispensou seus dois principais jogadores da partida de volta: Chris Wood, do Burnley da Inglaterra, e Ryan Thomas, do PEC Zwolle da Holanda, foram liberados para voltar para seus clubes mais cedo.

Outros dois titulares, Michael McGlinchey e Michael Boxall, também ficaram no banco, mas ainda assim a Nova Zelândia abriu 2×0 com facilidade na partida disputada no Lawson Tama Stadium – gols de Myer Bevan, aos 14 minutos, e Nelson Sale, contra, aos 21. Com a classificação na mão, os neozelandeses naturalmente diminuíram o ritmo, poupando-se do desgastante calor de Honiara. Empurrados pelos mais de 20 mil torcedores que compareceram ao estádio, os “Bonitos” cresceram no jogo e conseguiram diminuir de pênalti, com Micah Lea’alafa.

No segundo tempo, a seleção de Ilhas Salomão, comandada pelo espanhol  Felipe Vega-Arango Alonso e composta majoritariamente por amadores, foi para cima em busca de um resultado histórico. Com excelente atuação, o goleirão Stefan Marinovic parou o ímpeto salomônico; aos 33 de segunda etapa, porém, o arqueiro seria vazado, de novo de pênalti, desta vez cobrado pelo capitão Henry Fa’arodo.

O 2×2 ficou de bom tamanho para todos. “Quero cumprimentar a Nova Zelândia pela classificação, e espero que o time consiga a vaga na Copa do Mundo e represente a Oceania. Gostaríamos de ter ganho, mas empatar com um time profissional por 2×2 é como uma vitória. O empate foi bom para os rapazes, para a federação e para o país”, afirmou Vega-Arango Alonso.

Do lado da Nova Zelândia, o treinador Anthony Hudson já começa a preparar seu time para os confrontos de novembro, buscando repetir a façanha conseguida pelo país em 1982 e 2010 – as duas únicas participações dos “All Whites” em Copas do Mundo. “Estamos seguindo os times da Conmebol, e preparando nossos melhores jogadores para o duelo. Outubro será um mês de intenso treinamento.”

Quem também comemorou bastante o resultado foram os apostadores que cravaram empate: pelas cotações do site OddsShark.com, quem apostou na igualdade recebeu R$ 7 por real apostado – a Nova Zelândia era franca favorita.

INVENCIBILIDADE MANTIDA

A classificação já era esperada pelos torcedores e especialistas. Nas dez partidas disputadas até então entre Nova Zelândia e Ilhas Salomão, os “All Blacks” haviam vencido nove e empatado apenas uma – com o empate de hoje, o tabu chega a 11 partidas, uma invencibilidade que vem desde 1980, quando foi disputado o primeiro duelo entre os países.

Os neozelandeses, na verdade, têm retrospecto favorável contra todos os seus rivais continentais. Com a saída da Austrália para a disputa das eliminatórias asiáticas, a equipe assumiu o posto de potência futebolística da região da Oceania – o que não quer dizer muita coisa, já que o continente é formado apenas por seleções sem a menor tradição no esporte, caso de Papua Nova Guiné, Nova Caledônia, Fiji e Taiti. Não custa lembrar que, na condição de representantes da Oceania na Copa das Confederações de 2013, os taitianos vieram ao Brasil e voltaram com três derrotas e nada menos do que 24 gols sofridos na bagagem. Ao menos no saldo de gols, o desempenho dos neozelandeses na Copa das Confederações deste ano foi melhor: as mesmas três derrotas, mas apenas oito gols tomados.

Para a repescagem intercontinental, a situação muda totalmente de figura: de barbada no torneio da Oceania, a Nova Zelândia se torna o azarão no braço-de-ferro contra o quinto representante da Conmebol – independente de qual seleção sul-americana se qualificar, certamente as cotações do site OddsShark.com, indicarão um claro favoritismo para os latinos.

AMÉRICA DO SUL

Faltando três jogos para o final das eliminatórias da América do Sul, apenas o Brasil, disparado na ponta da tabela com 36 pontos em 15 jogos, está classificado. Há ainda três vagas diretas em jogo, mais a da repescagem; sete times (Colômbia, Uruguai, Chile, Argentina, Peru, Paraguai e Equador) seguem na briga, que está totalmente embolada e indefinida. Apenas cinco pontos separam o vice-líder (a Colômbia, com 25 pontos) do oitavo colocado (o Equador, com 20).

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