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Opinião: 4 erros que custaram a temporada do Atlético-MG

A temporada de 2017 vai se desenhando para o Atlético. Mesmo com a conquista do Campeonato Mineiro sobre o seu maior rival, as coisas não saíram da maneira como muitos imaginavam. Sim, também está na decisão da Primeira Liga, mas convenhamos, é algo que conquistando ou não, mudará em nada a história do Galo, tamanha a importância do torneio.

Eder Bahúte
Jornalista e assessor de imprensa.

Pelo investimento, estrutura, jogadores experientes, sendo alguns já consagrados, é evidente que se esperava muito mais. Não dá para engolir uma eliminação para um time boliviano sem ao menos marcar um gol sequer em 180 minutos. É vergonhoso demais. Mesmo em setembro, já é possível apontar o Atlético como uma das grandes decepções do ano.

Listarei aqui 6 erros que, na minha visão, poderiam ser evitados. É uma opinião. Ao final, deixarei o espaço para que você também apresente a sua.

1 – Contratações

Entendo que este quesito não foi planejado da forma correta. A prioridade no mercado deveria ser a posição de zagueiro. Era necessário, no mínimo, um defensor de ponta. Aquele sujeito que chega, veste a camisa e vai para o gramado. Com todo respeito ao Felipe Santana, ele não é este perfil. Por mais que tenha tido experiência no exterior, era uma aposta no retorno ao Brasil. As falhas mostraram isso. Não estava adaptado ao nosso futebol. Ele precisa deste período para se ambientar novamente com a nossa maneira de jogar. Acontece que, o Atlético não pode dar ao luxo de esperar este tempo. Todos sabem que Leonardo Silva já não é um garoto e é lógico que diante de um calendário absurdo como o nosso, ele precisaria ser poupado em alguns jogos. Bremer, Jesiel e Matheus Mancini são para o futuro, não agora. Diferente de Gabriel, que já é uma realidade.

Não vou discutir as demais aquisições. Até aqui, tenho gostado somente de Adilson e Elias, em campo tem ajudado. Valdívia começa agora ter uma boa sequencia e tem correspondido. Mas o ponto é que o setor defensivo, passando principalmente pelos zagueiros, não teve o cuidado que imagino que precisava.

2 – Diretor de Futebol

Desde já, deixo claro que não tenho nada contra o André Figueiredo. De longe, me parece uma pessoa honesta e com boas intenções. Porém, não é o perfil certo para este momento. Mas sim alguém com características similares a de Eduardo Maluf. Um rosto conhecido no meio do futebol, vitorioso. Talvez até um ex-jogador fazendo este “meio de campo” entre atleta e diretoria. Enfim, ficou uma lacuna.

3 – Demissão de Roger Machado e vinda de Micale

O início de Roger de fato era muito bom e promissor a longo prazo. Elogiei e muito quando seu nome havia sido escolhido. Confesso que esperava mais dele, mas acredito que os percalços fazem parte. Talvez a expectativa que se criou diante do Grêmio que ele havia montado, esperava-se que no Galo o mesmo aconteceria num piscar de olhos. E não é assim que funciona. Mesmo com pressão por todos os lados, faltou o presidente Nepomuceno chegar e bancar a sua permanência. Problema do Atlético não é treinador.

Pior que ter mandado Roger embora, foi trazer Rogério Micale, que tem boas ideias sim e tenho certeza que vai colher mais frutos na profissão. Entretanto, lá na Cidade do Galo tem um rapaz chamado Diogo Giacomini. Muito competente, conhecedor de todo o plantel e que poderia tranquilamente dar seguimento ao trabalho, pelo menos até o encerramento do ano.

4 – Lucas Pratto

Sim, você vai dizer que o clube não pode ser refém de nenhum jogador. E isso é verdade, concordo e muito contigo. Mas foi uma situação que poderia ter sido contornada. Uma vez que você decide ficar com Rafael Moura, é meio que natural que não é preciso ter três jogadores para a mesma posição. Não dá para comparar o retorno de campo que “Urso” poderia dar em relação ao “He-Man”. Com tantas competições no ano, você poderia perfeitamente utilizar Fred e Pratto. Talvez não juntos, mas se revezando em torneios. Ano passado, Fred não estava inscrito na Copa do Brasil e Pratto deu conta do recado.

Rafael Moura é esforçado, mas carece de qualidade técnica. Não se pode abrir mão de um centroavante que a pouco tempo era titular da Seleção Argentina.

  • Preparação física

Preferi não incluir este item na lista. Não sou da área, seria injusto da minha parte opinar de algo que não domino em nada. Não vou criticar os profissionais que lá estão. Ninguém pode duvidar da capacidade de um Carlinos Neves, que é uma baita profissional e conhecer como poucos. Apenas imagino que, ao final do ano, é necessário fazer um balanço interno. É claro que o calendário joga contra, mas isso acontece com quase todos os demais clubes.

Queremos ouvir você também, atleticano!

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Um abraço.

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