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Na Segundona, goleiro revelado pelo Corinthians se inspirou em Ceni

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Goleiro revelado pelo Corinthians, Matheus Santillo - Foto: arquivo pessoal

Durante o período em que defendeu as cores do Corinthians, o goleiro Matheus Santillo conquistou nove títulos, além do vice-campeonato da Copa São Paulo de 2014. Nesse último, a equipe do Parque São Jorge contava com jogadores bem conhecidos da torcida, como Malcom, Guilherme Arana e Pedro Henrique.

Quis o destino que Matheus fosse construir sua história longe dos amigos. Após ser emprestado pelo Corinthians ao Flamengo de Guarulhos, o goleiro acertou com o Osasco FC, equipe que começa na próxima sexta-feira (08 de setembro) a buscar uma vaga na Série A3 do Campeonato Paulista.

Da época em que esteve no time do Parque São Jorge, o atleta buscou aperfeiçoar as habilidades com os pés, tanto que se inspirou no goleiro do time rival.

“Na base eu batia faltas, mas chega uma hora que essa responsabilidade fica para o número 10 e para o atacante. Sempre gostei de treinar e quando tinha oportunidade de bater, eu batia. Quando estava no Sub11 fiz isso em um jogo e deu muita repercussão, bato até hoje. Gosto também de treinar pênaltis. Não sou o batedor oficial do time, mas se precisar estou à disposição”.

“O Rogério Ceni, pela história que teve no São Paulo, por bater faltas e ser um ídolo, foi um cara que me inspirou. Quando comecei a bater faltas queria também dar um seguimento na carreira no Corinthians, não deu para continuar lá por alguns motivos, mas mesmo assim queria ser um goleiro diferenciado. Acredito que goleiro com qualidade tem um monte e por isso busquei um diferencial, como bater com as duas pernas, bater pênalti e falta”, contou Matheus.

Por influência do irmão, o jogador começou a treinar no time do Parque São Jorge.

“Meu irmão jogava no futsal do Corinthians e eu ia lá assistir. Tinha quatro anos e ficava brincando com a bola. Então o treinador falou que iria começar uma categoria chamada pré-chupeta, isso foi em 2000, ano em que o Corinthians foi campeão mundial. Ele me perguntou onde eu queria jogar e escolhi o gol. Então passei pelas outras categorias até o Sub15, quando fui para o campo. Nesse período ainda conseguia conciliar com o futsal. Me profissionalizei com 16 anos”.

“Uma pessoa que eu sou fã e que me influenciou nessa época foi o Dida, pois meu pai jogava de zagueiro, meu irmão de meia, então como em 2000 o goleiro era o Dida, e meu irmão treinava perto da fazendinha, eu ia assistir o treino do profissional”, contou.

As amizades dessa época, Matheus cultiva até hoje e revela se inspirar na boa atuação dos companheiros.

“Tenho contato até hoje com o pessoal que joguei na base. Não conseguimos nos encontrar com frequência, mas a amizade fora de campo existe. Às vezes conseguimos nos reunir. Começamos juntos e hoje os ver jogando no brasileirão e com um título encaminhado, me deixa feliz”.

Essa inspiração, o goleiro quer usar para ajudar o Osasco FC a conquistar algo histórico. Na sexta-feira (08 de setembro), a equipe receberá o EC São Bernardo, pelo jogo de ida da primeira semifinal, da Segundona do Paulista. A partida será no estádio Pref. José Liberatti, às 19 horas.

“O clube nunca tinha passado da segunda fase. Com esse fato inédito todo mundo está apoiando e incentivando. Por um lado é bom, mas por outro aumenta a pressão. Queremos o acesso. Como o clube nunca tinha chegado nessa fase, já conseguir o acesso vai ser muito legal”.

“Já jogamos contra eles na primeira e na segunda fase e sabemos que é um time qualificado e muito parecido com o nosso. Eles jogam com três atacantes, dois de beiradas. Nós também temos a nossa força e estamos treinando forte essa semana para fazer um bom jogo e sair com a vitória nessa primeira partida, para então definir no segundo jogo. Assim, invertemos a pressão para o outro lado”, concluiu Matheus Santillo.

O jogo de volta da semifinal será no dia 17 de setembro, domingo, no Baetão. Na outra semifinal, brigam pelo acesso Manthiqueira e União Mogi.