Técnico do Bahia fala sobre atuação do Bahia contra o Cruzeiro

Foto: Divulgação/ECBahia

Após a derrota sofrida para o Cruzeiro, na noite deste domingo, o técnico Preto Casagrande concedeu a tradicional entrevista coletiva, no Estádio do Mineirão. O treinador tricolor falou sobre a atuação de sua equipe no revés para o Cruzeiro e fez críticas à arbitragem.

Sobre a atuação do Esquadrão no revés por 1 a 0 sofrido para a Raposa, o técnico tricolor destacou a consistência tática de sua equipe como fator positivo, mas reclamou dos erros no “último passe”

“Acho que fizemos um jogo muito equilibrado, principalmente no primeiro tempo, o início do Cruzeiro foi melhor, mas a partir dos 10, 15 minutos, o Bahia melhorou muito em aspecto tático, posse de bola, criação de oportunidades, tivemos três ou quatro chances em contra-ataques e erramos o último passe”, disse.

“fizemos um primeiro tempo muito bom, melhor que o Cruzeiro. O Cruzeiro chegou em oportunidades de bolas paradas e chutes de fora da área sem precisão. Estávamos atentos, concentrados, não tomamos susto. Tiveram chutes de longe. A proposta da gente, de ter posse de bola, foi melhor que os outros jogos. Fizemos com consistência. Faltou o último passe. Usamos a velocidade do Mendoza… Erramos o último passe, que poderia nos dar condição melhor no primeiro tempo. Veio o intervalo, pedi para manter a concentração. Percebi no árbitro a vontade de ajudar o Cruzeiro. Para quem está em campo é nítido, não teve critério”, acrescentou.

Preto também reclamou da postura da arbitragem no ato de sua expulsão – por reclamação sobre o pênalti assinalado para o Cruzeiro.

“O Mano reclamou e ele veio conversar. Em um desabafo, depois de Jean pegar o pênalti, ele não veio me explicar o motivo da expulsão. Até agora não sei (porque foi expulso). Infelizmente os clubes do Nordeste sofrem com isso. Sofremos mais uma vez com a falta de critério e falta de coragem do árbitro, que conseguiu mudar o panorama do jogo. Começamos o segundo tempo bem. Mas aos poucos ele conseguiu, com faltas, inversão de jogadas… Os jogadores perceberam e a gente acabou sofrendo”, reclamou.

Preto também disse não ter tido contato com o auxiliar técnico Maurício Copertino para as substituições no segundo tempo.

“Não consegui mais contato com Maurício. A gente tinha combinado substituições. Lógico que a gente precisava mudar. Mas depois que o Edigar entrou o time teve mais posse de bola. São coisas de jogo que as vezes passa batido. O fato de eu ter ficado lá em cima (na arquibancada) prejudicou na hora de substituir”, completou.

O Bahia volta ao trabalho na terça-feira, no Fazendão, para iniciar a preparação visando o Grêmio, pela 25ª rodada.



Baiano, 22 anos, jornalista em formação pela Universidade Jorge Amado (UniJorge). Apaixonado por esportes em geral, de preferência basquete, tênis e futebol, este último com maior fervor. Contato: victorw10@outlook.com