Futebol

Zagueira da seleção começou jogando bola na Aeronáutica

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Zagueira da seleção sub20 Giovanna Campiolo - Reprodução instagram

Na infância, em Guaratinguetá – a 177 quilômetros de São Paulo, ela sonhava em jogar futebol. Deixava os brinquedos para correr atrás de uma bola. Porém, no interior do estado, numa cidade tradicional, a única forma de ficar mais perto do que mais gostava de fazer era tentar convencer os meninos de que merecia um lugar no time.

“Comecei a jogar bola no meio dos meninos. Tinha uma escolhinha de futebol na Aeronáutica (Escola de Especialistas da Aeronáutica) da minha cidade, eu era a única menina. Sempre pratiquei diversos esportes na infância, mas nunca deixava de lado o futebol, pois sempre foi minha paixão desde criança”, contou Giovanna Campiolo zagueira da seleção brasileira feminina, que conquistou na última semana a medalha de ouro em Universíades.

A Universíade de Verão 2017 aconteceu em Taipei, capital de Taiwan, com 21 modalidades, que reuniu cerca de 10 mil alunos-atletas de mais de 170 países. A medalha desse ano foi a terceira do futebol feminino, que já havia vencido em 2001, em Pequim, na China, e em 2005, em Izmir, na Turquia.

“É um orgulho muito grande poder representar o Brasil e ter conquistado a medalha de ouro. Esse é um grande feito, pois além do Brasil não ganhar medalha de ouro desde 2005 esse é o segundo maior campeonato do mundo, e com isso, com certeza, os olhares já mudam para o futebol feminino”.

Com a seleção Sub20, esse foi o segundo campeonato conquistado. Vestindo a amarelinha Giovanna ganhou também o Sul-americano, que aconteceu em Santos.

“Minha primeira convocação para seleção brasileira sub20 aconteceu em 2015, quando eu atuava pela Portuguesa. Foi através dos campeonatos que eu disputava já com o time principal. Depois disso com muito trabalho, determinação e vontade de evoluir fui convocada frequentemente”, lembrou.

A zagueira sonhava em participar das Olimpíadas do Rio, como a convocação não veio, ela garante que continua trabalhando para quem sabe ser lembrada na seleção principal.

“O sonho continua, porém sou bem consciente de que tenho muito trabalho pela frente ainda para chegar lá. A seleção Sub20 molda atletas para estarem na seleção principal. Esse é principal objetivo das categorias de base. A técnica da seleção principal, Emily Lima, está sempre em contato com a categoria de base”.

Depois dos jogos olímpicos do Rio, onde o Brasil abraçou as meninas com muito carinho e lotou os estádios por onde elas passaram, Giovanna vê evoluções na modalidade.

“A visibilidade do futebol feminino aumentou sim até mesmo pelo fato de conhecer mais a modalidade e as atletas. Em termos de estrutura alguns times já conseguiram ter uma projeção melhor para o desenvolvimento na modalidade”.

Atualmente a zagueira defende as cores do Kindermann, equipe tradicional no futebol feminino. Através do Campeonato Catarinense, próximo desafio da equipe, que Giovanna buscará um espaço no time comandando por Emily Lima.

“Sonho em crescer cada dia mais como atleta, poder chegar a seleção principal e conquistar títulos para o Brasil”, finalizou.