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Abriu mão? Federer revela por que Nadal merece terminar o ano como número 1

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.

Crédito: ATP/Divulgação

Nesta semana, Roger Federer é o principal favorito ao título jogando em casa no ATP 500 da Basileia e pode reduzir a diferença para o líder Rafael Nadal, número 1 do mundo, no ranking. O espanhol desistiu do torneio suíço para poupar o joelho e só voltará no Masters 1.000 de Paris, na semana que vem. Entretanto terminar o ano na liderança não está dentro das prioridades do veterano de 36 anos.

Em entrevista coletiva, Federer enfatizou que a vantagem de Nadal é muito grande e, para que tenha chances de voltar ao número 1, precisaria de muitos tropeços do rival em Paris e no ATP Finals.

“A chance de eu me tornar número 1 segue pequena, pois está nas mãos de Rafa. Isso não é uma prioridade para mim, quero apenas aproveitar para jogar um bom tênis e ver o que virá pela frente. Seria um erro se eu pensasse nisso o tempo todo”, comentou Federer.

NADAL MERECE MAIS

Hoje Nadal lidera a lista da ATP com 10.465 pontos contra 8.505 do concorrente, ou seja, a diferença é de 1.960. Para causar uma reviravolta no topo do ranking, Federer precisaria vencer os três torneios que lhe restam – um total de 3.000 pontos -, e “secar” seu oponente.

Para o número 2, Nadal merece por ter jogado mais torneios em 2017 – vale citar que Federer abriu mão da temporada inteira do saibro para se preparar para Wimbledon. A tática deu certo, já que conquistou o octacampeonato e o 19º Grand Slam de sua carreira.

“A meta agora é vencer aqui na Basileia e depois brigar pelo título no ATP Finals. Buscar a liderança vai ser difícil, e Rafa a merece porque jogou mais do que eu neste ano”, observou o suíço.

Até aqui, Federer tem seis títulos no ano. Tudo começou em janeiro quando retornou ao circuito – depois de período de inatividade por lesão no joelho – em grande estilo com o título do Australian Open.

Em seguida, venceu os Masters de Indian Wells e Miami. Na gira pela grama, abocanhou Halle e Wimbledon. Há sete dias, finalmente, faturou o Masters de Xangai. Vale citar que Federer iniciou o ano como apenas 16º do ranking.

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