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Inspirado no “parça” Gabriel Jesus, Artur fala sobre volta ao Palmeiras e faz promessa à torcida para 2018

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.

Crédito: Gustavo Oliveira/LEC

Em 2018, o Palmeiras deve fazer menos contratações e apostará mais nas “pratas da casa” que voltarão de empréstimos ao término dessa temporada. É o que garante o presidente Maurício Galiotte. Um desses jovens que podem ser aproveitados na equipe principal é o meia-atacante Artur, um dos grandes destaques do Londrina na Série B do Campeonato Brasileiro.

Na “Segundona”, o camisa 7 do Tubarão lidera o número de assistências junto do experiente D’Alessandro, do Internacional, cada um com 10 – de acordo com o site Footstats –, além de ter feito seis gols. Artur é o maestro do time paranaense, que tem o melhor ataque da Série B (49), e recentemente teve a felicidade de conquistar a Primeira Liga, seu primeiro título como profissional.

Em entrevista exclusiva ao Torcedores.com, o meia-atacante conta como sua vida mudou ao ajudar o Londrina conquistar seu maior título em mais de 30 anos e, é claro, a expectativa de retornar ao Verdão com mais “bagagem”, algo que Cuca, quem o promoveu ao profissional em 2016, pregou quando decidiu emprestar Artur ao Tubarão.

Além disso, ele já tem em quem se inspirar para, quem sabe, brilhar na Academia de Futebol. Lembrando de suas raízes, Artur se espelha em um “parça” com quem teve o prazer de jogar junto na base do Verdão e que hoje é titular absoluto da seleção de Tite. Obviamente trata-se de Gabriel Jesus que, antes de subir ao profissional, era observado a fundo pelos palmeirenses. É parecido com o que acontece com Artur, que recebe o apoio de milhões de palestrinos para brilhar no time a partir de 2018.

CONFIRA A ENTREVISTA!

*1. Artur, vamos falar primeiramente do Londrina, que te acolheu até o final do ano. Qual é o sentimento de seu primeiro título como profissional exatamente ser um tão importante para a história do clube – que não levantava um troféu nacional desde a década de 1980?*
Foi algo muito especial e que ficará marcado para jogadores, clube e moradores da cidade. Só tenho a agradecer ao Londrina por ter aberto as portas para mim. Foi um sentimento de dever cumprido de todos, depois de tanto esforço. Esse campeonato foi muito bom, pudemos enfrentar gigantes do futebol brasileiro, foi meu primeiro título como profissional. Só agradeço a Deus e ao Londrina por essa oportunidade.

*2. O Londrina se destaca atualmente como o time do Brasil que tem um técnico há mais tempo no comando. Como é a filosofia do Cláudio Tencatti? Como é o jeito dele no dia a dia? Ele é diferente de todos que você teve no Palmeiras?*
Tencatti é um grande treinador, um pai para o elenco. Sempre conversa, dá orientações, e não só do campo, mas fora também. Ele conta muitas histórias da vida dele e nos inspira. E tem um jeito tranquilo, sempre querendo ajudar todo mundo.

*3. Você chegou no Londrina como uma promessa do Palmeiras e logo já usou a camisa 7. Você escolheu o número ou o treinador te presenteou com a camisa?*
Não escolhi, até porque sempre jogava pelo lado esquerdo e costumava usar a 11. É algo que não me apego. Eu quero é estar em campo e poder ajudar.

*4. No Londrina, você tem um papel fundamental. Em certos fundamentos, você é o destaque do time, como número de assistências. Já era de sua característica dar passes açucarados ou você evoluiu essa parte o Londrina? O que mais você acredita ter evoluído no time?*
Tinha essa característica de dar assistências, sim, sempre busco criar oportunidades, seja deixando os companheiros na cara do gol ou fazendo gols… Sempre busquei aprender muito e escutar os mais velhos. Procuro evoluir todos os dias para ser um jogador eficiente para a equipe.

*5. Imagino que o título do Londrina na Primeira Liga deve ter parado a cidade. Como é quando você sai? As pessoas sempre te param para pedir autógrafos ou você ainda consegue andar de boa pelos lugares? A fama já chegou a você?*
A cidade parou depois do título. A gente saiu do estádio, estava todo mundo no meio da rua, comemorando, gritando… Foi maravilhoso! Desde que cheguei, sou mais reconhecido, o pessoal pede para tirar foto. É algo muito bom, pois é um reconhecimento da parte dos torcedores e, para mim, uma chance de poder interagir e retribuir todo esse carinho deles.

*6. Muita gente nas redes sociais fala para o Palmeiras usar você no time principal em 2018. O presidente do Palmeiras já afirmou que quer você e outros revelados na base de volta para o ano que vem. Como você encara isso?* 
Encaro com naturalidade e boa expectativa. Meu sonho é chegar lá e jogar, poder mostrar meu futebol em um grande clube, um dos maiores do mundo. Quem sabe, no próximo ano, eu possa realizar esse sonho e vestir a camisa do Palmeiras. No momento, eu tenho que fazer meu trabalho bem feito no Londrina para, depois, poder pensar em 2018.

*7. Agora com o Alberto Valentim, acha que terá mais oportunidades no time? Conhece ele, o que pode dizer dele?*
Peguei um pouco do Alberto Valentim nessa passagem do Cuca, quando eu subi, no fim de 2016. É gente muito boa, atencioso, inteligente. Difícil falar sobre oportunidades, não sei se terei mais ou menos oportunidades, essa é uma decisão da comissão técnica. Mas o Valentim é um cara muito competente, sabe das coisas e não está lá à toa. Também vejo um estilo paizão nele.

(Nota da redação*: Artur foi integrado ao elenco profissional do Palmeiras por Cuca em 2016 e disputou a última partida do Campeonato Brasileiro do ano passado quando o time já havia garantido o título uma rodada antes)

*8. Atualmente o Palmeiras tem vários jogadores para a sua posição, até alguns bem “cascudos”. Isso te causa insegurança para 2018?*
Não causa insegurança porque não estou pensando ainda lá. Estou na reta final da Série B, estou focado em ajudar o Londrina neste momento. Vamos deixar para pensar em 2018 assim que esta temporada acabar.

*9. O Palmeiras fracassou nesta temporada depois de muitas contratações, por isso a pressão promete ser ainda maior em 2018. O que o Artur pode prometer ao palmeirense se ganhar chances no time?*
O que eu posso garantir, para a torcida do clube em que estou jogando, é muita força de vontade, garra, disposição, busca pelo desempenho em alto nível… isso nunca vai faltar. Seja no Londrina ou no Palmeiras, essas sempre vão ser as minhas características.

*10. Por falar em base, você jogou contra e a favor do Gabriel Jesus. Agora ele está arrebentando no Manchester City do Guardiola e na seleção brasileira. Para você, o Gabriel é o exemplo a ser seguido? O quanto ele te motiva?* 
Sobre o Gabriel Jesus, não tenho nem palavras para descrevê-lo. Estava com ele treinando esse dias e agora ele está no Manchester City, Seleção Brasileira… É uma grande inspiração para todos, um cara que merece muito. Ele me motiva muito, é um cara trabalhador, esforçado, que é fora de série.

(Nota da redação**: Artur chegou ao Palmeiras em 2014 e começou a se destacar já no ano seguinte, quando foi artilheiro do clube no Campeonato Paulista Sub-17, com 20 gols. Nessa fase, o meia-atacante foi parceiro de Gabriel Jesus tanto na base quanto no profissional, chegando à Seleção Brasileira Sub-20, jogando o Sul-Americano da categoria. No começo de 2017, Artur foi emprestado ao Grêmio Novorizontino durante o Campeonato Paulista e, depois, chegou ao Londrina, onde jogará até o final da Série B. Ele tem contrato com o Palmeiras até 2020)

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