Esportes Radicais

Cariocas buscam refúgio da violência no Rio na patinação de velocidade

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Foto: Divulgação Rio Inline

A violência no Rio de Janeiro vem sendo destaque na imprensa cada vez com mais frequência e de certa forma acaba inibindo a população carioca de realizar pequenas atividades de lazer com segurança, como andar de patins na orla da praia. Com tantas polêmicas a parte, principalmente após as Olimpíadas, atletas da equipe Rio Inline contam como lidam com essas situações cotidianas.

“Estou há 12 anos competindo na patinação de velocidade, tanto como atleta como técnico, mas acredito que não devemos ser reféns da violência, apesar de que é bem difícil se limitar para realizar as suas atividades esportivas. Não poder ir a determinados locais ou sair em determinado horário afeta bastante a motivação e a continuidade de um esporte”, contou Lyon Valente Aragão, atleta e técnico da equipe Rio Inline.

Há pouco mais de um ano, Lyon mudou-se para Campinas, porém tenta voltar mensalmente ao Rio de Janeiro para os treinos com a equipe carioca. Sobre o assunto violência, o esportista contou que foi assaltado com dois alunos na Lagoa Rodrigo de Freitas por dois indivíduos armados. Apesar de tudo, ele acredita que o Rio ainda poderá trazer muitas alegrias nos esportes.

“O Rio de Janeiro tem um caráter esportivo bem marcante, principalmente no que se refere às modalidades praianas. Acho que nunca devemos deixar de acreditar no esporte como um bem no geral, até porque muitas vezes o sucesso vem de onde menos se espera”, finalizou.

Com a mudança de Lyon para Campinas, quem assumiu o posto presencial de responsável da Rio Inline foi Fernando Chagas. Aos 61 anos, ele está na modalidade há mais de  37 anos e também ressaltou que o fato de terem um grupo fechado, tornou a equipe conhecida e respeitada na região.

“Quando temos nossa equipe completa treinando na pista de Aeromodelismo no Aterro do Flamengo muita gente para pra assistir o treino. Somos conhecidos de quem frequenta aquela região, então temos um certo respeito. Porém, sempre estamos sujeitos a outros acontecimentos normais do Rio de Janeiro ligados à violência”, explicou.

Já no lado feminino, a experiente Flávia de Oliveira Metzler, que está desde 2013 na patinação de velocidade, garante que aos 43 anos ela  começou na modalidade por lazer e com o tempo começou a se tornar muito competitiva.

“Comecei no ciclismo e depois na iniciação à patinação, porém sempre andei de patins quando mais nova e aí com o tempo comecea disputar as provas. Já fui 2ª colocada no Campeonato Brasileiro e isso motiva a superar todos os problemas lá fora. A patinação é o momento pra descontrair esse stress do dia-a-dia no Rio de Janeiro”,  enalteceu a atleta que também é artista plástica.

* No Troféu Brasil de Patinação de Velocidade, Flávia foi 3ª colocada nas provas de 5.000 m e 10 km na categoria

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