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Carpegiani analisa atuação do Bahia em triunfo no Ba-Vi

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Baiano, 22 anos, jornalista em formação pela Universidade Jorge Amado (UniJorge). Apaixonado por esportes em geral, de preferência basquete, tênis e futebol, este último com maior fervor. Contato: victorw10@outlook.com

Crédito: Foto: Divulgação/ECB

Após o triunfo tricolor no Ba-Vi deste domingo, na Fonte Nova, o técnico Paulo Cézar Carpegiani concedeu a tradicional entrevista pós-jogo e falou sobre detalhes do clássico que terminou em 2 a 1 para o Bahia.

O treinador fez elogios à atuação de seus jogadores no primeiro tempo e revelou ter feito substituições devido a questões físicas de atletas como Mendoza e Zé Rafael, que teriam pedido para sair do jogo.

“Fizemos um belo primeiro tempo. No segundo, tivemos o privilégio de fazer o gol e, a partir daí, o time adversário tentou buscar o gol. A primeira mudança que fiz foi em cima do Mendoza porque ele pediu pra sair. O Zé Rafael também pediu pra sair. Foram duas substituições que eles me pediram. Eu gostaria de ter deixado”, disse o treinador.

Entretanto, afirmou também que as substituições “defensivas” não foram treinadas durante a semana e que este tipo de postura não o agrada.

“(…) Quando coloquei três zagueiros, a equipe pedia que eu fizesse aquilo porque as bolas alçadas estavam mano a mano. A segunda, com o Zé, tentei fechar. Primeiramente entrou o Régis, mas não era para estar cravado lá atrás. Tomamos um gol por ter muita gente na bola. Se tem ali atrás três pra dois ou três pra três…. Cravamos muito atrás, Mancini fez as substituições não admitindo a derrota e, nós, com tudo isso que aconteceu no jogo, tivemos o privilégio de vencer depois. Contra o Corinthians também tivemos esse problema. Cravamos lá atrás e saímos para contra-golpear. Eu não gosto disso. Coloquei três zagueiros, mas nunca treinei isso com eles. O que eu digo a vocês é que a gente cravou em demasia”, explicou.

Carpegiani também admitiu problemas em lances de bolas paradas – levou dois gols contra o Flamengo e um contra o Vitória justamente em escanteios.

“A bola parada, realmente, é o coração na mão. Não pode acontecer isso. Tomamos o gol de empate naquela mesma forma. E aí, por incrível que pareça, a gente que estava trás, ao tomar o gol, saiu. Então é uma coisa psicológica também. A minha substituição que eu gostaria de ter feito era o centroavante. Colocar o Edigar na ponta dioreita e o Mendoza na outra mas começaram a pedir que estavam mortos, cansados. Eu fui deixando, mas tive que fazer a substituição”, acrescentou.

Neste final de semana, vazou um vídeo na Internet em que o atacante Rodrigão aparece bebendo e dançando com amigos, justamente enquanto tem sido ausência por lesão na região lombar.

“Eu não sou a pessoa mais apropriada para falar. Digo para vocês que, depois do jogo que fizemos, que foi contra o Corinthians, no domingo, segunda folga, na terça eu fiz minha relação, e o Rodrigão estava constando na relação. Choveu muito, aproveitei e não levei os jogadores pro campo. Fiz uma mostra de nossos erros e acertos. No final da conversa, ele foi o último a sair e me pediu desculpa. Ele veio e me pediu desculpas. Bati nas costas deles e ele disse “Estou com uma contratura”. Ele estava relacionado para viajar. O médico fez contato com ele e disse que estava sem condição. Na terça-feira eu não vi mais o Rodrigão. Não sei informar mais. Então, está girando um vídeo que o pessoal falou, eu não vi. Eu não tenho nada. A direção é que vai ter uma palavra”.