Esportes Olímpicos

Lipe x Leal. Contagem vai ‘pegar fogo’ amanhã, em mais um clássico da Superliga

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Colaborador do Torcedores

O clássico entre Sada Cruzeiro e Sesi São Paulo já é tratado com algo grandioso, mas nada, como agora. A declaração do oposto do Sesi para o programa “Roda de Vôlei”,  há alguns meses, ainda ecoam pelas Gerais. Na ocasião, Lipe havia dito que era totalmente contra a chegada de um estrangeiro na seleção, de forma bem literal, ‘alfinetando’ o oposto que defende a equipe celeste. O jogo acontecerá amanhã e o confronto que já tinha uma magnitude, uma atmosfera forte, de alto impacto, tende a crescer ainda mais.

Lipe destacou entre outras coisas em sua declaração que a seleção é algo do brasileiro, que a partir que se convoca um estrangeiro, está se tirando a oportunidade de uma promessa, a chance de um brasileiro defender o próprio país. “Seleção brasileira nunca precisou de estrangeiros. Ele é um jogador excepcional? É. Eu admito, é um ponteiro, como poucos no mundo. Eu, como brasileiro, campeão olímpico, que sentiu toda repercussão do que aconteceu, como apreciador até da história do nosso voleibol, não vejo nenhum estrangeiro atuando e nenhum motivo para isso”, afirma.

A declaração do oposto gerou uma repercussão muito negativa. O jogador foi ‘bombardeado’ por torcedores nas redes sociais que defenderam o fato de Leal ter o direito de defender a seleção. Ele chegou a responder a vários torcedores, outros foram bloqueados, por conta de sua opinião. Leal tem sido a locomotiva do time multicampeão do Sada Cruzeiro. Suas atuações foram até um dos fatores pela naturalização. Reza a lenda, que foi uma indicação do antecessor e super vencedor, o ex técnico da seleção Bernardo Rezende.

O comentarista Cacá Bizzocchi do Band Sports deu uma versão completamente diferente sobre a situação de Leal, como suposto, novo jogador para a seleção brasileira. Ele comenta especialmente sobre a tendência do mercado mundial, com o aumento cada vez maior de naturalizados por outros países, casos, como o oposto cubano León, que atualmente defende a equipe russa do Zenit Kazan, o ponteiro se naturalizou polonês.

“Não é possível ignorar a nova ordem social mundial. Estrangeiro não é mais um termo usual, somos cidadãos do mundo. Leal, naturalizado, é um brasileiro. Negar a igualdade de oportunidade a ele é negar a nova organização universal. Sou contra fazer como o polo aquático brasileiro fez e como o Qatar vem fazendo, ou seja, montar uma seleção sem identidade nacional nenhuma com atletas que sequer sabem falar o idioma pátrio. Eu o convocaria, sim. Pela qualidade técnica e por ter este direito”, enfatiza Cacá.

A declaração gerou tristeza, chateação por parte do cubano, que é de fato, hoje, naturalizado brasileiro. Uma mistura de sentimentos: raiva, vontade, garra, superação. A partida que marca a rodada se mostra como um jogo ‘nitroglicerínico, marcada para às 19 horas, na próxima quinta feira (26), no ginásio do Riacho, em Contagem.