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Microsoft encerra produção de Kinect da linha Xbox

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Jornalista diplomado pela Universidade Metodista de São Paulo. Principal experiência é com esportes, além de já ter trabalhado com hard news e hoje está na área de meio ambiente e sustentabilidade. O foco agora, porém, é entrar na cobertura de games

Crédito: Reprodução: Facebook oficial Xbox

Projetado como o videogame do futuro, o sensor de movimentos Kinect não será mais produzido pela Microsoft. O aparelho da linha Xbox chegou ao mercado em 2010 com a promessa de revolucionar toda a indústria de games, quando até se tornou sensação, mas perdeu fôlego e acabou virando um problema para a empresa.

O brasileiro Alex Kipman, responsável pela criação do Kinect, e o gerente de marketing Matthew Lapsen confirmaram a informação para a Co.Design, site especializado em tecnologia. A dupla garantiu que a Microsoft vai seguir com suporte ao produto, só que ele deixará de ser fabricado.

Já a tecnologia utilizada no periférico será mantida dentro do Hololens, com o Kinect V4, que será trocado futuramente pelo V5. Essas versões também têm o dedo de Kipman. A equipe responsável pelo Kinect já vem sendo redirecionada para outros núcleos, como o Windows Hello, sistema de reconhecimento facial.

Fim já esperado

O anúncio de certo modo não surpreende a comunidade, afinal, até a própria Microsoft passou a dar menos espaço para o Kinect nos últimos anos. A maior prova do abandono se dá no Xbox One S, que não tem nenhuma entrada nativa para o periférico.

Para tentar estender a vida útil do produto, a Microsoft incluiu o Kinect no kit padrão do Xbox One. A medida aumentou o preço médio do console em comparação ao concorrente PlayStation 4. Com isso, a Sony abriu vantagem nas vendas, o que obrigou a Microsoft a redefinir essa estratégia de mercado e retirar o Kinect do pacote do XONE.

A linha de jogos destinada para o Kinect também deixou a desejar. Não à toa, em 2015, durante a E3, nenhum conteúdo inédito foi apresentado para o segmento. Além disso, os games não apresentavam uma resposta tão imediata ao sensor de movimentos. Até mesmo a principal desenvolvedora de títulos com suporte ao periférico, a Rare, passou a desenvolver apenas novos jogos voltados para os controles convencionais.

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