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Mundial Sub-17: Inglaterra busca título e vingança contra Espanha; Brasil tenta ficar com o bronze

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Colaborador do Torcedores

A seleção inglesa no Mundial Sub-17 da Índia

Foto: A seleção inglesa no Mundial Sub-17 da Índia

A decisão do Mundial Sub-17 da Índia vai consagrar um campeão inédito no sábado (28), em Calcutá. Os dois finalistas, Inglaterra e Espanha, ainda não têm esse título em suas galerias de conquistas. Para apimentar ainda mais a partida, marcada para 12:30 (de Brasília), o duelo é uma reedição da final do Campeonato Europeu Sub-17, disputado em maio deste ano, na Croácia. Na ocasião, os espanhóis levaram a melhor. Neste Mundial, porém, a equipe inglesa tem mostrado melhor futebol – e tem tudo para dar o troco em seus algozes em Calcutá.

Fora da final, o Brasil, que buscava o tetracampeonato da categoria, terá de se contentar com a disputa do terceiro lugar, contra Mali, na partida preliminar da decisão. O jogo começa às 9:30, e a grande dúvida é se a seleção do técnico Carlos Amadeu terá motivação para render tudo o que pode e buscar o bronze depois da decepção de cair nas semifinais.

A frustração é ainda maior quando se lembra que uma das seleções finalistas foi derrotada de forma bastante convincente pelo Brasil na primeira fase. No jogo de estreia de ambas as equipes no torneio, o Brasil bateu a Espanha por 2×1. Ficou a sensação de que a semi com a Inglaterra foi uma espécie de final antecipada, já que as duas equipes foram consideradas as melhores da competição.

Matador inglês é o nome do torneio
No duelo de última quarta, o equilíbrio entre Brasil e Inglaterra foi quebrado pelo melhor valor individual do torneio até aqui: o carrasco dos brasileiros foi o centroavante Brewster, do Liverpool, que marcou os três gols ingleses na vitória por 3×1. O placar talvez não traduza bem o que foi o jogo, já que o Brasil criou numerosas chances de gol. Só que a jovem promessa do Liverpool não perdoou as falhas ofensivas da equipe e resolveu a parada. Na final, os espanhóis terão o desafio de parar o inspirado centroavante inglês.

Brewster é um dos ingleses mais ansiosos para dar o troco nos espanhóis, já que ele acabou sendo um dos culpados pela derrota na final do Europeu Sub-17. Depois de um empate no tempo normal (2×2), a Espanha faturou o caneco nos pênaltis (4×1), e Brewster desperdiçou sua cobrança. Para chegar à decisão, os ingleses eliminaram Japão nas oitavas e Estados Unidos nas quartas antes da semi com o Brasil. Já a Espanha superou a França, o Irã e Mali nas partidas eliminatórias. Será a quarta final de Mundial Sub-17 dos espanhóis, que amargaram o vice em 1991, 2003 e 2007.

Mesmo com a campanha mais convincente da Inglaterra, a Espanha chega para a decisão como favorita conforme as projeções das casas de apostas esportivas. De acordo com o site Oddsshark.com, a vitória da Espanha, colocando um fim à maldição dos vices no Sub-17, paga R$ 2,22 a cada R$ 1,00 aplicado. Já em caso de um triunfo inglês em sua primeira decisão na categoria, o retorno é um pouco maior, de R$ 2,75/R$ 1,00. O empate, que leva a decisão para as cobranças da marca da cal, devolve R$ 3,45. Pela confiança obtida na vitória sobre o Brasil e pelo momento iluminado de Brewster, a Inglaterra é uma ótima opção para quem pensa em colocar suas fichas no jogo.

Para a CBF, o saldo é positivo
Mesmo sem trazer o tetra para casa, o Brasil encerra sua participação no sábado, diante de Mali, com algumas razões para comemorar. A equipe venceu todos os seus jogos até a semi, incluindo triunfos sobre as fortes Espanha e Alemanha, e mostrou bons valores, como o goleiro Gabriel Brazão, os meias Marcos Antônio e Alan e os atacantes Lincoln e Paulinho. A avaliação de Carlos Amadeu e da CBF é positiva, e esses atletas devem ter futuro com a camisa amarela, a começar pelo ciclo que leva ao próximo Mundial Sub-20.

A partida com Mali (que em sua semifinal perdeu para a Espanha por 3×1) será uma oportunidade de o Brasil conquistar seu segundo bronze num Mundial Sub-17 (o primeiro foi obtido em 1985). Além disso, a seleção foi campeã em 1997, 1999 e 2003, e vice-campeã em 1995 e 2005. A única vez em que o Brasil chegou às semis e não terminou no pódio foi em 2011.

Segundo o Oddsshark.com, o Brasil é favoritíssimo a ficar com mais um bronze no Sub-17, pagando R$ 1,76 a cada R$ 1,00 investido em caso de vitória. Se der Mali na decisão do terceiro lugar, o retorno será de R$ 3,88/R$ 1,00. Por fim, o empate, que leva a decisão para os pênaltis, devolve R$ 3,67/R$ 1,00. Mesmo sem a mesma animação que teria numa disputa de título, o time de Carlos Amadeu tem tudo para confirmar o favoritismo e assegurar mais uma medalha – ainda que não do metal mais desejado – para a rica galeria do futebol brasileiro.

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