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Na raça, Síria empata com a Austrália e mantém vivo sonho de ir à Copa

No que podemos entender como a repescagem da repescagem, a Síria tem dado um show de bravura e, superando todos os limites possíveis, vai se mantendo de pé na luta por uma vaga na Copa do Mundo de 2018.

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Crédito: Crédito: Twitter/TheAFC.com

Nesta quinta-feira (05), os sírios fizeram o primeiro jogo contra a Austrália no playoff decisivo das Eliminatórias Asiáticas, no estádio Hang Jebat, em Malaca, na Malásia, em função da guerra civil que assola o país desde 2011. O resultado de 1 a 1 fez jus à garra dos Les Aigles du Qasioun. De acordo com o Oddsshark.com, o empate garantiu o lucro de 341% aos investidores.

Em campo neutro, os teoricamente donos da casa sabiam da necessidade de uma vitória para levar a vantagem para o confronto de volta em Sidney, na próxima terça-feira (10). Mas o sonho de chegar ao Mundial ainda dependeria de mais uma etapa a ser cumprida. O vencedor da seletiva irá encarar o quarto colocado do hexagonal final das Eliminatórias da Concacaf, que também será definido na semana que vem – o posto é ocupado atualmente pelos Estados Unidos.

SÍRIA 1 X 1 AUSTRÁLIA

A partida começou aberta, com a Síria tomando a iniciativa, mas sem conseguir se impor sobre o sistema de marcação da Austrália, que focou nos contra-atraques. Os visitantes, quando tinham a posse de bola, demonstravam melhor organização, mas pecavam no famoso último passo. Já na parte final da primeira etapa, os sírios melhoraram e passaram a ameaçar seriamente o gol de Matt Ryan. Porém, justamente quando os mandantes estavam dominando as ações, os australianos abriram o placar.

Mathew Leckie fez uma bela jogada, envolveu a marcação adversária e rolou a bola açucarada para Robbie Kruse fazer 1 a 0. Sem o apoio da torcida, a equipe treinada por Ayman Hakeem tinha consciência que deveria buscar forças das entranhas para virar o placar e se reorganizar no vestiário. Um duro golpe, mas haviam mais 45 minutos.

No entanto, quando a lógica seria ter a Síria assídua em busca do gol, o time voltou apático e aceitando de forma passiva o controle dos Soccerros, que preferiram cozinhar o jogo a ter que buscar o segundo. Aliás, o selecionado da Oceania deve estar se arrependendo até agora da possibilidade de ter matado a partida nos 15 minutos iniciais da etapa complementar.

Mais inconformado ainda está o atacante Tomislav Juric, que perdeu uma chance incrível de aumentar a vantagem no marcador. O camisa 9 da Austrália recebeu boa assistência dentro da área e emendou a bola direto na trave. No rebote, Juric acertou o mesmo poste, para o alívio do goleirão Ibrahim Alma.

Depois do lance, ficou a impressão de que um velho ditado de caráter universal prevaleceria no estádio Hang Jebat. Como quem não faz, leva, os sírios sentiram que a sorte estava de braços abertos e partiram para o abafa. Eis que aos 40 minutos, o bom atacante Omar Al Soma foi derrubado na área antes de aproveitar um cruzamento. O juiz marcou o pênalti. O próprio Al Soma partiu para a cobrança e deixou tudo igual.

Empolgada com o empate, a Síria se agigantou e foi com tudo em busca do gol da virada. Mas foi então que brilhou a estrela do goleiro Matt Ryan, que fez duas defesas importantes e assegurou a vantagem dos australianos para o duelo de volta do playoff das Eliminatórias da Ásia.

DUELO DA VOLTA

O novo encontro entre Austrália e Síria acontecerá no Allianz Stadium, em Sidney,na próxima terça-feira (10), às 6h (horário de Brasília). Além de ter mais tradição no futebol, os Soccerros contarão com grande apoio da torcida, diferente do que aconteceu hoje (05) com as arquibancadas praticamente vazias. Logo, a lógica das apostas esportivas aponta para o investimento no triunfo dos donos da casa.

Segundo o Oddsshark.com, a vitória australiana no confronto de volta garante o pagamento de R$ 1,33 sobre cada real. Já um épico resultado positivo dos visitantes está cotado em R$ 11,00 por R$ 1, enquanto o empate vale o rendimento de 498%. O bom jornalismo tem por via de regra a imparcialidade, mas é impossível não se solidarizar com os bravos jogadores sírios, que representam uma população que há seis anos é assolada por uma guerra civil que colocou 80% dos cidadãos abaixo da linha da pobreza. Que o futebol, ao menos, traga esperança para um povo tão sofrido.