Futebol

O melhor do mundo e a maldição da Copa

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Foto: Reprodução

Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor do mundo pela quinta vez, um grande feito para qualquer jogador de futebol. No entanto, quem recebe esse premio corre o risco de cair numa maldição: a do melhor no mudo na Copa

O prêmio FIFA de o melhor do mundo começou em 1991, quando Lothar Malthus ganhou o premio de melhor do mundo. Como é de costume ser entregue no final, do ano, sempre há uma grande expectativa sobre o desempenho do jogado na Copa do ano seguinte, mas em nenhum momento, um melhor do mundo conseguiu ser campeão do torneio máximo do futebol. Listamos aqui todas as “vítimas dessa maldição”;

Roberto Baggio

Terminando 1993 em alta, o italiano Roberto Baggio foi a primeira vítima da maldição. Jogando pela Juventus, foi para a Copa nos Estados Unidos com alta expectativa, que se confirmou quando a Itália conseguiu chegar a final e mostrando um bom futebol, ao contrário de seu adversário, o Brasil, que chegou graças a Romario e Taffarel. Entretanto, o jogo foi para os pênaltis, e o próprio Baggio perdeu a cobrança decisiva, que deu o título aos brasileiros.

Ronaldo

Se a seleção fraca de 1994 tinha sido campeã, a de 1998, que era, na teoria, mais forte, conseguiria levar o penta, ainda mais quando o Brasil tinha Ronaldo, eleito melhor do mundo em 1997. Assim como no caso de Baggio, Ronaldo jogou bem a Copa toda e tudo indicava que o título viria. E então aconteceu a famosa convulsão horas antes da final, e entrando em campo mesmo assim, sofreu a lavada de 3 a 0 para a França, que ficou com o título.

Figo

Eleito melhor do mundo em 2001, Figo não o “responsável direto” pela derrota de Portugal em 2002, como aconteceu com Baggio e Ronaldo. Contudo, ao entrar em campo, não demonstrou porque tinha ganhado esse título, não marcou nenhum gol e sua seleção foi eliminada na primeira fase, após uma derrota para a Coréia do Sul por 1 a 0.

Ronaldinho Gaúcho

Eleito melhor do mundo não só em 2005, mas também no ano anterior. Ronaldinho Gaúcho era uma peça fundamental no chamado “quadrado mágico” montado por Parreira para essa Copa, No entanto, ao chegar do Mundial disputado na Alemanha, não marcou nenhum gol e foi eliminado pela França nas quartas de final (embora o “vilão” pela eliminação tenha sido o lateral Roberto Carlos). E, para piorar, Ronaldinho, formado no Grêmio, jogou pelo Barcelona a final do Mundial de Clubes contra o Internacional e também acabou derrotado.

Messi

Com a medalha de ouro olímpica e o premio de melhor do mundo incontestável em 2009, Messi tinha tudo para acabar com a seca de título da Seleção Argentina, que durava (e ainda dura) desde 1993. Entretanto, assim como foi com Ronaldinho, o argentino jogou mal, não fez um gol na Copa,e foi eliminado ns quartas de final, após uma vergonhosa derrota por 4 a 0. Apesar de tudo isso, ainda ganhou o premio novamente, sob vários protestos, especialmente de espanhóis, que falavam de Iniesta.

Cristiano Ronaldo.

Melhor do mundo em 2013,  ajudou na classificação de Portugal na Copa no Brasil, e veio cheio de expectativas, mas não conseguiu demonstrar em campo. Ao contrário de Ronaldinho e Messi, conseguiu marcar um gol, mas não foi suficiente para evitar a eliminação na primeira fase, assim como ocorreu com Figo em 2002, e teve que ver o resto dos jogos na TV.

O que concluímos com isso? O de sempre. Futebol é um esporte coletivo, jogado em 11, e de nada adianta ter o melhor do mundo se os outros não acompanham. A Alemanha campeã em 2014 não tinha um melhor, mas vários jogadores bons de bola, e por isso foi campeã. Mesma coisa da Espanha em 2010. Sim, existe casos onde um ou dois jogadores carregam o time todo ( O Brasil de 1994 é um exemplo), mas esses casos são exceções. Quer ser campeão da Copa? Monte um time bom e unido.