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Pacaembu revive protagonismo como “plano B”, mas é terror da imprensa

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Allan Simon/Torcedores.com

O Pacaembu sempre foi considerado um estádio charmoso por quem gosta de futebol. Mas, com as novas arenas de Palmeiras e Corinthians, inauguradas em 2014, o estádio municipal, com mais de 70 anos de existência, acabou “encostado” e se tornando um “plano B” para os clubes da capital paulista.

Os casos mais emblemáticos são os de São Paulo e Palmeiras. Para arrecadar mais dinheiro, Morumbi e Allianz Parque se notabilizaram por extensas listas de shows. Com tantos eventos que inviabilizam o uso de seus gramados, os rivais recorrem ao “velho” Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, nome oficial do estádio, localizado na Zona Oeste de São Paulo. E não apenas apenas eles. O Santos tem se utilizado do local para conseguir mais público e arrecadação em seus jogos, principalmente na comparação com a Vila Belmiro. A capacidade total do Pacaembu é de 37.700 expectadores, mais que o dobro do estádio santista.

Mesmo com tanto charme e história, a estrutura do Pacaembu é um problema para quem trabalha nos jogos dos clubes grandes de São Paulo. O estádio peca principalmente, na opinião dos próprios jornalistas, pela conexão com a internet. Fato que dificulta muito o trabalho dos profissionais que muitas vezes não conseguem usar nem a própria conexão para conseguir enviar suas informações durante as partidas.

“´É muito ruim a conexão.  A pior de todos os estádios de São Paulo. Além de não haver Wi-Fi pra imprensa, o 4G não pega direito. A gente fica sem ter o que fazer, já que nem pagando do próprio bolso ou da nossa empresa por um plano de internet móvel a gente consegue ter um sinal de qualidade no Pacaembu”, relata Allan Simon, editor do Torcedores.com. Allan cobriu recentemente os jogos Palmeiras x Bahia e Palmeiras x Ponte Preta, pelo Campeonato Brasileiro, no local.

“Precisaria ter uma rede Wi-Fi pra imprensa. O caso do 4G é complexo demais pra resolver. A área não ajuda, então deveria ter uma internet própria”, completa o jornalista, ao sugerir uma solução para o problema.

Allan não está sozinho quando o assunto é a falta de estrutura de internet do Estádio Municipal. Outros profissionais de imprensa, ouvidos pelo Torcedores.com, também sofrem para trabalhar na praça esportiva.

“A gente não consegue se conectar, lá. Quando fica lotado, o sinal é péssimo. Só com modem (aparelho que auxilia na conexão) ou roteando, o próprio celular”, conta também, Danilo Lavieri, repórter do UOL, que faz a cobertura do Palmeiras para o portal. “Uso minha internet pessoal, quando vou”, diz Ana Canhedo, jornalista do Diário de São Paulo.

Tem repórter que conta com ajuda do clube que cobre na hora de usar a rede para fazer suas matérias. É o caso de Marcelo Prado do Globoesporte.com, que cobre o Tricolor. “O São Paulo disponibiliza pontos de internet para todos os repórteres, mas quando isso não acontecia era muito ruim”, afirma.

“Eu sabia que tinha uma rede da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), mas não sei se existe hoje rede no Pacaembu”, diz Mauricio Noriega, comentarista do Sportv.

A Aceesp é responsável por registrar todos os profissionais do jornalismo esportivo no Estado. Procurada pela reportagem, a Associação não respondeu, se ainda existe a tal rede, até o fechamento da matéria.

Sobre o assunto, em nota, a Secretaria de Esporte e Lazer da cidade de São Paulo, responsável pela administração do estádio, esclarece:

“O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho não dispõe de serviços de internet por wi-fi. O sinal de internet que chega no estádio vem via satélite das operadoras de telecomunicação que operam em São Paulo.”

Torcedor “raiz”

É comum, hoje em dia, vermos torcedores a postos com seus celulares para postarem selfies nos estádios de futebol. Esses torcedores são, popularmente, chamados de “nutella”, mas existem aqueles que não ligam de não estarem  conectados, quando vão assistir a um jogo ao vivo, no campo.

“Não considero um item relevante”, opina Luis Pedro Castro, engenheiro e torcedor “raiz” do Palmeiras. “Se você tá no jogo, não precisaria ficar mexendo na internet”, completa.


Luis Pedro é torcedor “raiz” do Palmeiras. Não esquece do time, nem durante a Copa do Mundo de 2014
(Facebook Pessoal)

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