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Palmeirense na infância, Rivellino explica “não” ao clube: “Trataram como se fosse lixo”

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Foto: Reprodução

Roberto Rivellino, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, nunca escondeu que torcia para o Palmeiras, maior rival do Timão, quando era criança, por sua família ser descendente de italiano e até teve chance de iniciar sua carreira vestindo verde e branco e defendendo seu clube de infância, mas isso nunca aconteceu.

Em entrevista ao UOL Esporte, o ex-jogador explicou porque recusou jogar no clube do coração antes de iniciar sua trajetória na equipe do Parque São Jorge. “Eu fui decidir um título no Banespa contra o Palmeiras, e eu era meio danadinho no futebol de salão. Um diretor do Palmeiras me deu um cartão e eu fui treinar umas três vezes no Palmeiras.”

“Não é porque eu era o Rivellino que tinham que olhar pra mim, tinha que olhar para todo mundo que estava lá. Às vezes eu fazia uma jogada que achava que era legal… aí na terceira vez que eu fui que me pegou muito. Eu fiquei decepcionado com a maneira que eu fui tratado…não só eu, tinha mais uns sete ou oito garotos. Parecia um bando de lixo… pô, eu não pedi para ir lá. Eu já tinha meu temperamento meio… já sai chutando o balde, xingando todo mundo e fui embora”, conta Rivellino.

“Nesse meio tempo nós armamos um esquema para eu ir treinar no Corinthians. Aí eu fui decidir o título do salão lá no Parque Antártica, eu arrebentei, nós fomos campeões. E calhou que o Mário (Travaglini, técnico do Palmeiras na base) estava lá, ele me reconheceu e me chamou para treinador lá. Eu disse que não e que iria para o Corinthians”, completou.

Rivellino jogou pelo Corinthians entre 1965 e 1974, com 474 partidas disputadas com a camisa do clube e 141 gols marcados. Apesar de toda sua história no clube, o título de maior expressão pelo Timão foi o Torneio Rio-São Paulo, em 1966.

Confira a entrevista na íntegra.