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Tendência é que Bellucci encerre o ano nos Challengers pela América do Sul; entenda

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.

Crédito: Divulgação

Em entrevista ao site TenisBrasil no começo do mês, Cassiano Costa, novo preparador físico de Thomaz Bellucci, assegurou que o tenista retornará aos torneios ainda em 2017. Nessa previsão, então, a tendência é que jogue eventos de nível Challenger em novembro pela América do Sul. Mas por que ele não tenta novamente os eventos de maior parte? Explicamos.

Em primeiro lugar, o calendário dos maiores torneios ATP está no fim. Só restam cinco torneios grandes a serem disputados – ATPs 500 da Basileia e de Vienna, o Masters 1.000 de Paris, o ATP Finals e o novo Next Gen ATP Finals. Nos três primeiros, as chaves são compostas por 32 (Basileia e Vienna) e 48 (Paris), por isso o ranking atual de Bellucci – #92 – não garante vaga direta nas competições. Seria necessário que o canhoto de 29 anos disputasse a concorrida fase qualificatória.

Quanto ao ATP Finals e o Next Gen Finals, que são torneios que reúnem, respectivamente, os oito melhores da temporada e os oito melhores abaixo de 21 anos da lista da entidade, Bellucci está fora do grupo de ambos.

Por isso, se realmente voltar a jogar no ano, o tenista de Tietê (SP) se vê obrigado a apostar nos Challengers para evitar terminar 2017 fora do grupo dos 100 melhores. Pelo calendário divulgado no site da ATP, há mais cinco eventos dessa magnitude previstos para a América do Sul, incluindo um no Rio de Janeiro.

PROGRAMAÇÃO

A partir do dia 23 de outubro, tem início o Challenger de Lima, no Peru, que distribui US$ 50.000 em prêmios. Na semana seguinte, começa o Challenger de Guayaquil, no Equador, de premiação igual. No dia 6, a gira chega a Montevidéu para o torneio de US$ 75.000 em prêmios – Bellucci venceu a competição uruguaia em 2013.

No dia 13, há o início do Challenger de Santiago, no Chile, também de US$ 50.000 em prêmios. Finalmente, a gira de eventos pela América do Sul se encerra com o do Rio de Janeiro, de mesma premiação. Todos os torneios serão realizados em quadras de saibro, piso predileto do ex-número 1 do País.

Bellucci não joga desde a estreia do US Open, em 30 de agosto, quando foi derrotado pelo alemão Dustin Brown. Na ocasião, o paulista sofreu uma ruptura do tendão de Aquiles e, desde então, vem tratando o problema. Nem a Copa Davis ele jogou por causa das dores.