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Brasileiro que já bateu Messi se une a parceiro para buscar mundial do Fifa 18

A construção do gol que fez de Wendell Lira um nome conhecido no mundo do futebol passou pelos pés do meia Adriano da Matta, então companheiro de clube no modesto Goianésia. Wendell venceu Lionel Messi na premiação da Fifa e conquistou o Puskàs pelo gol mais bonito da temporada de 2015.

Klaus Richmond
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Comecei no Terra Esportes, em 2008, para onde voltei em 2011 e fiquei até 2015. Passei também por FPF, Diário LANCE! e o jornal A Tribuna, de Santos, com colaborações para a Revista Placar.

Crédito: Site oficial do Goiás EC

Hoje aposentado dos gramados e referência em eSports, aposta em outra “tabela” para alcançar o maior sonho atual: o título mundial de Fifa 18. O novo grande parceiro de Lira atende por Lucas Tabata, pro player contratado pelo Goiás.

“Eu conhecia o Wendell de vista, apenas, aqui de Goiás. Ele postou uma foto em que foi campeão de um campeonato e o procurei para tentar, também. Ele me passou todo o caminho para disputar torneios presenciais e passamos a fazer tudo juntos: videogame, pôquer, futevôlei”, disse Tabata, em entrevista ao Torcedores.com.

Lira virou amigo pessoal do jogador que passou pelo mesmo processo de desistência do futebol e hoje brilha no videogame.

Assim com o amigo, Tabata é de Goiânia e cresceu nas categorias de base do Goiás, dos 10 aos 16 anos. Ele chegou a jogar duas Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo Goiânia, mas também acabou desistindo do sonho neste ano por propostas melhores no mundo dos games.

Wendell anunciou a parada apenas seis meses após conquistar o Prêmio Puskàs, atribuído pela Fifa anualmente ao gol mais bonito da temporada. Ele estava no Vila Nova, com 27 anos.

Os dois se uniram ainda mais após um ano sem resultados expressivos no Fifa 17. Apesar do título da Hero League, competição do modo Ultimate Team, realizada em novembro de 2016, Tabata não conseguiu disputar o regional nos Estados Unidos, por ausência de visto. O torneio classificou os melhores competidores para o Mundial. Lira, por sua vez, ficou fora devido a um evento agendado por sua empresa em um shopping em Porto Alegre.

“Falamos um para o outro: vamos nos ajudar. Nenhum dos dois foi para o regional. Passamos a treinar diariamente juntos, ver o replay dos jogos para minimizar os erros. Um fala onde errou e acertou, também. Melhorei bastante”, explicou Tabata.

Em entrevista à ESPN, Wendell afirmou que precisou convencer o amigo a participar da Hero League, incentivando com troca de táticas e informações pessoais que utiliza no jogo.

A dupla joga somente online já que Wendell Lira hoje mora na capital gaúcha. A parceria rende até mesmo a formação de times parecidos.

“Temos uma identificação muito grande. Pensamos as mesas coisas, até com relação aos jogadores é tudo bem igual. Se tivermos as mesmas condições, pode ter certeza que os times serão quase iguais”, contou.

O Torcedores,com já noticiou que os principais pro players tem uma prática incomum. Mesmo rivais por vagas nas melhores competições, os fifeiros compartilham em um grupo de WhatsApp as suas táticas, modos de treinamentos e até as melhores oportunidades de contratações do modo Ultimate Team.

Além de Lucas Tabata e Wendell Lira, o Brasil tem uma série de nomes como Lucas Gonçalves, conhecido como Lucasrep, também atleta do Goiás; além de Rafael Fortes, o Rafifa, do Paris Saint Germain, e Henrique Lempke, o Zezinho. Estes últimos estiveram no último Mundial, organizado pela Fifa.