Diretor médico do GP do Brasil explica causa da morte de Ayrton Senna

Foto: Pascal Rondeau/Getty Images

A morte de Ayrton Senna há 23 anos ainda é uma das maiores tragédias do esporte brasileiro e mundial. O piloto morreu no dia 1 de maio de 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália, após perder o controle do carro e bater brutalmente em um muro de concreto. Diante de tantas teorias sobre o acidente, Dino Altmann, diretor médico do GP do Brasil, explicou o que, de fato, causou a morte do brasileiro.

“No caso do Ayrton, apesar do braço de suspensão entrar no capacete e fazer um ferimento no cérebro dele, o que realmente foi a causa da morte dele foi o impacto da cabeça contra essa proteção que tem atrás do banco do piloto, e com isso ele teve uma fratura de base de crânio, uma gravidade maior do que a penetração do braço da suspensão”, explicou Altmann em entrevista para o UOL Esporte.

O diretor também falou sobre a evolução em alguns procedimentos no caso de acidentes graves na Fórmula 1. “Algumas coisas também caíram em desuso. Por exemplo: no caso do acidente Senna, foi feita uma traqueostomia. Hoje, teríamos tido algum outro acessório para a ventilação dele. Isso era usado no caso de alguém precisar de suporte respiratório e você não conseguir entubar. Hoje, você tem outras maneiras de entubar e acessar uma via aérea difícil. No entanto, ainda é uma ferramenta.”

Altmann explicou ainda como a morte de Ayrton Senna contribuiu para algumas melhorias, sempre visando a segurança dos pilotos. “Quando o Ayrton morreu, isso trouxe a grande revolução. Hoje os cockpits são mais altos, envoltos em uma espuma deformável que é bem rígida. Temos o HANS que diminui as forças rotacionais no momento do acidente”, disse.