Eliminatórias: Itália tem obrigação de vencer Suécia por dois gols para ir à Copa

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A vida da Itália nas Eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2018 nunca foi fácil. Primeiro pelo fato de cair no mesmo grupo que a Espanha, que se deu melhor nos confrontos diretos com a Azzurra e se garantiu no Mundial como líder da chave G. Relegados aos playoffs decisivos da seletiva do Velho Continente para a Rússia 2018, os italianos ainda deram o azar de ter que lutar diretamente contra a boa seleção da Suécia. No jogo decisivo contra os nórdicos, o lema do time de Gian Piero Ventura só pode ser um: vencer ou vencer.

ITÁLIA X SUÉCIA

No primeiro confronto entre as duas seleções no mata-mata, realizado na última sexta-feira (10), em Solna, os suecos saíram na frente com o placar de 1 a 0 – resultado que gerou o pagamento de R$ 3,74 sobre cada real, de acordo com o Oddsshark.com. Trata-se de uma boa vantagem para os nórdicos, já que a classificação pode ser sacramentada até com a derrota por um tento de vantagem, desde que marquem na condição de visitante.

O duelo decisivo será realizado nesta segunda-feira (13), às 17h45 (horário de Brasília), em Milão, no estádio Giuseppe Meazza (San Siro), casa de Internazionale e Milan. A seleção italiana precisará e muito do apoio de sua apaixonada torcida para reverter o placar, quando somente um triunfo por dois gols de diferença resolveria a situação dos donos da casa no tempo normal. A propósito, tal palpite está precificado em R$ 4,33 por R$ 1. Em caso de devolução do marcador do duelo de ida, a disputa vai para a prorrogação. Se o resultado persistir, o classificado será conhecido após as cobranças de pênaltis.

PANORAMA DE INVESTIMENTOS PARA ITÁLIA E SUÉCIA

Atuando em um dos templos do futebol mundial, os tetracampeões contam com bom favoritismo para ganhar a partida. Mas lembre-se que a cotação de R$ 1,53 sobre cada real vale na regra dos odds regulares, ou seja, quando o apostador opta pelo resultado positivo independente do placar. Se você, por exemplo, confiar que a Itália conseguirá se qualificar para a Copa da Rússia com o marcador na risca de 2 a 0, o retorno muito é mais atrativo: 600%. Mas trata-se de uma escolha que diminui drasticamente as chances de acerto. A opção da margem de vitória, citada no parágrafo anterior, garante maiores possibilidades.

Sobre a Suécia, é importante ressaltar que o triunfo, em Milão, proporciona o resgate de 800% nos investimentos, segundo o Oddsshark.com. Porém, se a sua intuição pende para a hipótese de uma tragédia italiana, o empate – que vale R$ 4,00/R$ 1 – pode ser mais interessante e com maiores chances de concretização nas apostas esportivas. Afinal, a equipe treinada por Janne Andersson dá toda pinta de que atuará fechada para tentar tirar proveito de possíveis contra-ataques.

Aliás, Gian Piero Ventura deve colocar a Azzurra mais adiantada, algo até certo ponto curioso, em se tratando de uma das escolas mais defensivistas do futebol mundial. Mas para não ficar de fora de sua primeira Copa do Mundo desde 1958, a equipe da casa terá que partir para o abafa desde os primeiros minutos. Para isso, a linha de frente deverá ser formada com Insigne (Napoli), Belotti (Torino) e Immobile (Lazio).

DRAMALHÃO ITALIANO: MEDO DO VEXAME DE FICAR DE FORA DA COPA

O discurso dos jogadores da Itália, que mostram-se nitidamente apreensivos com o temor de protagonizarem o maior papelão do país em quase 60 anos, é de muita entrega, coração na chuteira e luta até o fim. Mas a falta de ímpeto demonstrada em Solna desagradou não só a torcida, como antigos craques da Azzurra. Caso de Andrea Pirlo, um dos principais nomes do tetra conquistado em 2006. O ex-meia de Inter, Milan e Juventus, que se aposentou dos gramados recentemente, depois de um período no New York City, fez duras críticas ao selecionado de Ventura.

“A Itália parecia uma equipa medrosa que jogava para o empate. Na Europa, isso não é suficiente”, afirmou Pirlo.

PROVÁVEIS ESCALAÇÕES

ITÁLIA: Buffon; Barzagli, Bonucci; Chiellini; Candreva, De Rossi, Parolo, Verratti; Insigne, Belotti, Immobile.
Técnico: Gian Piero Ventura

SUÉCIA: Olsen; Krafth, Lindelof, Granqvist, Augustinsson; Claesson, Larsson, Ekdal, Forsberg; Berg, Toivonen.
Técnico: Janne Andersson

PALPITE PARA ITÁLIA E SUÉCIA

Os italianos gostam de um sofrimento. E a Azzurra costuma ir bem quando está desacreditada. Foi assim na Copa de 1982, com o Brasil favoritíssimo; em 1994, com craques cansados e atuando no sacrifício, mas que perderam o título somente nos pênaltis; e até mesmo em 2006, quando a Seleção Brasileira e a própria anfitriã, Alemanha, estavam mais cotadas que os italianos, que derrotaram não só a França como o fantasma das penalidades máximas.

Mais na garra do que na tática, a Itália, apesar de todo pessimismo e falta de inspiração, deve sim bater os gélidos suecos, em Milão, ainda no tempo normal com dois tentos de margem. No fim, tudo acabará em pizza.