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Felipão se despede do Guangzhou Evergrande com derrota, festa por título nacional e banho de cerveja

O placar final pouco importou: apesar do revés em casa diante do Tianjin Quanjian, por 1×2, o Guangzhou Evergrande fez a festa no último sábado, comemorando um título conquistado por antecipação e promovendo uma festa de despedida para o técnico Luiz Felipe Scolari. A equipe campeã da Superliga Chinesa já tinha assegurado a conquista há duas rodadas, e não fez muito esforço na partida. Os jogadores parecem ter reservado sua energia para a comemoração após o jogo, com direito a volta olímpica e banho de cerveja no treinador brasileiro, que deixa o clube depois de três temporadas.

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Crédito: Foto: Guangzhou Evergrande/Facebook oficial

O relaxamento natural do campeão antecipado já se refletia nas projeções das casas de apostas esportivas, que davam ao Tianjin Quanjian o favoritismo. De acordo com o site Oddsshark.com, a vitória dos visitantes oferecia retorno de R$ 2,05 a cada R$ 1,00 aplicado, enquanto triunfo do time de Felipão pagava R$ 3,00/R$ 1,00. Nada mais natural: além de já não ter mais o que ambicionar na competição, o campeão da Superliga enfrentou uma equipe que brigava por uma vaga na Liga dos Campeões da Ásia. Com o triunfo, o Tianjin Quanjian – time do brasileiro Alexandre Pato e do belga Axel Witsel – ficou em terceiro lugar e se garantiu na competição continental no ano que vem.

Troca de comando
Por coincidência, a partida que fechou a Superliga Chinesa marcou a despedida não apenas de Felipão do Guangzhou Evergrande como também do técnico do Tianjin Quanjian, o ex-zagueiro italiano Fabio Cannavaro – que vai justamente para o Evergrande no ano que vem, ocupando a vaga deixada pelo brasileiro. O comandante do penta (e do desastre do 7×1) fechou uma passagem de muito sucesso pela equipe, com três títulos chineses e um da Liga dos Campeões da Ásia logo em seu primeiro ano no cargo (2015).

Vale lembrar, contudo, que não é preciso ser nenhum gênio da prancheta para faturar muitos títulos pelo Evergrande, o clube mais forte da China – a equipe conquistou todas as edições da Superliga desde 2011. Apesar de ter se desligado da agremiação por vontade própria, cumprindo seu contrato e encerrando seu ciclo, Felipão diz que não descarta treinar outra equipe na Superliga. Segundo ele, a China é um dos países onde ele mais gostou de trabalhar (o brasileiro de 68 anos já atuou em Portugal, Inglaterra, Japão, Turquia e em várias agremiações do mundo árabe).

Vice tropeça em zebra
A equipe que mais ameaçou a soberania do Guangzhou Evergrande na Superliga Chinesa foi o Shanghai SIPG, que acabou sendo vice-campeão, com 58 pontos (o time de Felipão somou 64). Comandado pelo português André Villas-Boas, trata-se de um time em ascensão, que pode quebrar a série de títulos do Evergrande no ano que vem. Os destaques da equipe na campanha foram os brasileiros Hulk, Oscar e Elkeson, três dos principais nomes em atividade no país. O elenco conta ainda com o veteraníssimo zagueiro português Ricardo Carvalho.

Na rodada final, porém, o Shanghai SIPG decepcionou sua torcida – ainda que, assim como o Evergrande, estivesse jogando sem compromisso, por já ter o vice garantido. A equipe foi derrotada em casa pelo Jiangsu Suning (de Alex Teixeira, autor de um dos gols) por 2×3. Segundo o Oddsshark.com, essa foi a maior zebra da rodada. A vitória do Jiangsu, que terminou o campeonato apenas em 12o lugar entre dezesseis times, pagou R$ 6,56 a cada R$ 1,00 investido (triunfo do Shanghai retornaria R$ 1,35/R$ 1,00).

Jogaço com nove gols
Com as duas primeiras colocações já definidas, o destaque da rodada derradeira foi mesmo a briga pelo terceiro lugar, que dava a última vaga na “Libertadores da Ásia”. Além do Tianjin, que acabou se classificando para a Liga dos Campeões asiática, o Hebei Fortune e o Guangzhou R&F também estavam no páreo até o fim da competição. O Hebei, treinado pelo chileno Manuel Pellegrini e contando com o brasileiro Aloísio Boi Bandido, o argentino Ezequiel Lavezzi e o marfinense Gervinho, tropeçou feio e deixou escapar a vaga.

O Hebei era o único concorrente que dependia apenas de si, mas acabou sendo derrotado fora de casa, numa partida maluca, pelo Shandong Luneng, ex-clube do técnico Cuca, hoje comandado pelo alemão Felix Magath. Foi um jogo de nove gols: 5×4 para o Shandong, com três de Diego Tardelli (e três de Lavezzi para o Hebei). Mesmo com a força do elenco do Shandong, o resultado surpreendeu, já que o Hebei tinha campanha bem superior e precisava vencer. A vitória do time de Tardelli acabou rendendo R$ 4,58/R$ 1,00 a quem acreditou na equipe menos cotada (triunfo do Hebei pagaria R$ 1,60/R$ 1,00).

Rebaixamento já definido
Para boa parte dos participantes do campeonato, a última partida do ano foi só para cumprir tabela, já que o descenso também estava decidido por antecipação. Os rebaixados foram o Yanbian Funde e o Liaoning Whowin, ambos clubes muito frágeis e sem grandes astros (e sem nenhum brasileiro no elenco ou no comando técnico). Na próxima edição do campeonato, eles dão lugar ao Dalian Yifang e ao Beijing Renhe, que conseguiram o acesso. Com os times chineses de férias, daqui a pouco começa o planejamento dos dirigentes para 2018 – o que pode significar novas propostas irrecusáveis aos destaques do futebol brasileiro nos próximos meses.

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