Jô recebe punição de uma partida, mas encara hoje o Atlético-PR

Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Na tarde desta quarta-feira (08) foi realizado julgamento sobre o caso em que o atacante Jô, do Corinthians, foi denunciado por agressão contra o zagueiro Rodrigo, da Ponte Preta.  O atleta foi denunciado no artigo 254-A do CBJD que prevê pena de quatro a 12 jogos de suspensão, porém, no desenrolar do caso, a denúncia se reverteu para o artigo 250, que classifica a ação como ato hostil, no qual o atleta fica de fora por apenas uma partida. O advogado de defesa do atleta na situação foi João Zanforlim.

Independente da decisão tomada hoje, Jô poderá atuar contra o Atlético Paranaense na noite desta quarta-feira (08), pois a sua presença já havia sido confirmada. O jogador deverá cumprir a punição contra o Avaí, em duelo a ser realizado no próximo sábado (11) na Arena Corinthians.

Durante o julgamento, foi mostrado um vídeo gravado por Jô, que se encontra em Curitiba. O advogado de defesa do centro avante corintiano, João Zanforlim, deixou claro que se possível o atleta estaria presente no julgamento. “Se ele pudesse vir, estaria aqui, afirmou Zanforlim.”

RELATO DE JÔ

No vídeo gravado pelo jogador, ele se defende dizendo que não agrediu o atleta da Ponte Preta, mesmo tendo confessado o fato no último domingo. “Gostaria muito de estar no tribunal, mas tenho um jogo marcado para mais tarde. Queria deixar claro nesse vídeo sobre a agressão que estou dizendo, que confessei, mas não que agredi. Ele estava enchendo o saco, tem essa coisa de ficar catimbando, normal, tive um contato com ele, falei para ele deixar, parar de falar, e continuar o jogo. Não foi uma agressão. Não tenho um histórico, afirmou Jô.”

REJEIÇÃO DA DENÚNCIA CANCELADA

Na busca de inocentar o centro avante da acusação, o advogado de defesa, João Zanforlim, pediu rejeição da denúncia, que foi negado com unanimidade por todos da comissão.

Ainda em defesa de seu cliente, João Zanforlim relatou que o caso procura alterar um lance de decisão da arbitragem. “Um árbitro estava a dois metros do lance, o outro a seis metros do lance. Não escapou à visão da arbitragem. A arbitragem agiu corretamente em sua interpretação. Inclusive chegou a conversar com os jogadores. Temos experiência no futebol”, relatou o advogado de defesa.

Sobre o caso de Jô, o sub-procurador geral do STJD, Glauber Guadelupe se posicionou favorável a uma punição ao atleta. “O atleta deu um chute. Ele teria revidado? Não foi o que se passou na prova produzida. Ele está no chão, agride o adversário. Houve sim a confissão e não há outro caminho a ser tomado pela Procuradoria a não ser pedir a manutenção da denúncia e a condenação às penas máximas do artigo 254-A do CBJD, relatou Guadelupe”.

Se posicionando contra o relato da defesa, o relator Márcio Torres relatou a sua análise sobre o caso, se posicionando contra a rejeição de denúncia contra Jô. “Não é a primeira vez que essa comissão julga casos dessa natureza. O árbitro relata o que ele vê. As imagens são claras. No momento da infração, tem um ou dois jogadores na frente. O árbitro que está fora, não diz nada, relata Márcio.”

DENÚNCIA REVERTIDA

A decisão de reverter para uma pena mais branda não se deu com unanimidade, pois ainda em acusação contra Jô, Jurandir de Sousa se posicionou da seguinte forma. “O Jô simulou com objetivo de cavar um pênalti, não conseguiu, o árbitro não marcou. O árbitro não viu essa jogada, ele deu essa solada com intenção de agredir. O Jô foi destacado em um seminário contra a violência. A ética tem de ser uma rotina, não a exceção. Então aplico uma partida, mas com base no 254. Não vi nenhum revide do Rodrigo, o Jô tentou solar, disse Jurandir.”

Acompanhando a maioria dos votos, Sérgio Martinez se posicionou contente com a resolução do caso e realizou breve discurso. “Fico muito contente quando a televisão está aqui. Porque eles gravam o programa, gostaria que mostrassem como é que se julga nesse tribunal. Todos aqui somos pessoas experientes. Fico contente por integrar esse tribunal. Então acho muita justa a decisão que foi dada aqui, afirmou o presidente da 3ª CD, Sérgio Martinez.”

DENÚNCIA CONTRA A PONTE PRETA

Ainda na mesma partida a Ponte Preta foi denunciada pelo arremesso de um objeto ao campo, sendo um copo plástico por parte da torcida e uma ação inadequada de um dos gandulas da equipe campineira. Sérgio Martinez, presidente da 3ª CD, proclama punição de R$ 2 mil e absolvição no caso do arremesso do copo, ambos por maioria de votos.

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