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Justiça dá prazo de 48 horas para que Vasco comprove legalidade dos eleitores da urna ‘suspeita’

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Igor Calazans é um futuro jornalista por formação que ama futebol, Fórmula 1 e de dar pitadas em outros esportes.

Crédito: Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

O Vasco terá 48h para comprovar licitude dos sócios-torcedores votantes que fizeram parte da urna 7, suspeita de fraude. A determinação é da juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No documento, a juíza ordena que o clube cumpra com uma série de exigências relacionadas à eleição presidencial, ocorrida na última terça-feira (07).

Entre as exigências, está que o Vasco apresente o caderno de votação com os nomes de todos os 475 eleitores da urna de número 7 e o comprovante de pagamento dos mesmos. À pedido da juíza, o Vasco também ficou obrigado a corrigir o resultado final da eleição, constando-o como sub judice.

Na decisão, ainda houve menção ao fato dos mais de 400 votos conquistados por Eurico Miranda na urna 7. Enquanto que o próprio foi derrotado na contagem final das urnas regulares, a larga vantagem obtida pelo atual mandatário na urna suspeita reforça os indícios de que há irregularidades no voto dos sócios suspeitos.

“Considerando o resultado das eleições, conforme termo de apuração fotografado pelo observador e vinculado neste momento, depreende-se que o resultado da urna 07 – impugnada, a chapa azul, do candidato da atual Administração desde 2014, teria alcançado 90,10% dos votos ali contidos, enquanto nas demais, os percentuais foram de 41,66%; 35,75%; 55%; 41,43%; 45,35%, 33,26%, sendo mais um indício das alegações do autor.” – diz a decisão, que completa: “O resultado da votação e a omissão na exibição de provas da regularidade da situação dos sócios são indícios fortes, a justificar novas determinações pelo Juízo.”

Confira a decisão na íntegra:

Entenda o caso:

Uma denúncia de Fernando Horta, ex-vice-presidente de Eurico, apontou irregularidades em 691 sócios admitidos à lista de votantes entre novembro e dezembro de 2015, último período para que os mesmos conseguissem votar nas eleições da última terça-feira (07). Ciente do caso, a Justiça determinou que uma urna especial fosse colocada para votação exclusiva dos 691 sócios suspeitos, e vai analisar posteriormente se esses votos serão validados ou não.

Dos 691, 457 eleitores compareceram para votar. Desses, 428 votaram na chapa ‘Reconstruindo o Vasco’, de Eurico Miranda. Apenas 48 votaram na chapa ‘Sempre Vasco’, de Julio Brant. A urna 7, que recebeu esses votos, foi lacrada, levada pela Polícia Militar e agora está sob poder judicial. Na decisão, consta também o pedido da chave do cadeado dessa urna.

Julio Brant já fala como presidente do Vasco da Gama:

Por 2111 votos contra 1975, a chapa encabeçada por Eurico saiu vencedora da eleição para o Conselho Deliberativo do clube. Entretanto, a diferença de apenas 136 votos possibilita que a oposição vá à Justiça pedir a anulação dos votos dos sócios com suspeita de fraude. Se assim for, as eleições terminariam com 1933 votos para a chapa de Julio Brant contra 1683 para a chapa de Eurico, tornando vencedores os integrantes da ‘Sempre Vasco’, encabeçada por Brant.

Eurico Miranda segue confiante em sua manutenção como presidente do Club de Regatas Vasco da Gama por mais três anos. O atual mandatário convocou uma entrevista coletiva para esta quinta-feira (09), às 18:30h, em São Januário. Deverá tratar principalmente sobre as eleições.

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