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Mancha detona ‘coletiva da tiração’ e promete ‘infernizar’ fim de ano do Palmeiras

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Estudante do 9º semestre de jornalismo e amante dos esportes, principalmente o bom e velho futebol. Setorista de Atlético-MG e Futebol Feminino.

Palmeiras coletiva

Crédito: Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

A tarde de sexta-feira do Palmeiras foi marcada por um acontecimento incomum. Após três resultados ruins, que deixaram a equipe longe da disputa do título brasileiro, o elenco e o técnico Alberto Valentim concederam entrevista coletiva, com o objetivo de mostrar que o grupo, que vem recebendo críticas, está unido. A ação, no entanto, não foi vista com bons olhos pela Mancha Alvi Verde, principal torcida organizada do clube.

Após divulgar um comunicado convocando seus associados para um protesto em frente à Academia de Futebol (CT alviverde) às 11h (de Brasília) de domingo, data da partida contra o Flamengo (SAIBA MAIS CLICANDO AQUI), a Organizada se manifestou contrária à coletiva realizada.

Na publicação, a Mancha fez fortes críticas aos jogadores, à um diretor que ‘só pensa em comissão e negociatas’, que seria Alexandre Mattos, responsável pelas principais contratações, e ao presidente Mauricio Galiotte. A Torcida também prometeu apoio durante os jogos, mas frisou que pretende ‘infernizar’ o final de ano do clube.

Confira:

“Coletiva da união, ou melhor, tiração!

Qual o motivo que a união da coletiva não se reflete em em campo?

Já sabemos os segredos:

– Jogadores que em 2017 foram eliminados do Paulista, Copa do Brasil, Libertadores e pipocaram no Brasileirão;

– Diretor estrela que só pensa em comissão e negociatas;

– Um presidente banana e sem pulso.

Podem ficar tranquilos, durante os 90 minutos vamos cantar e apoiar o PALMEIRAS.

E até o final do Brasileiro vamos infernizar vocês.

Diretoria Mancha Alvi Verde”

O que foi dito na coletiva?

Durante a entrevista, os jogadores e técnico do Verdão lamentaram as decepções acumuladas em 2017, mas destacaram que o planejamento do clube não é apenas para um ano, mas à longo prazo. O grupo também pediu o apoio do torcedor e destacou que o alto investimento gerou obrigação e pressão na equipe. Outro ponto destacado foi a importância de, ao menos, a classificação para a Libertadores de 2018.

“Desde que estou aqui, são três anos, todas os momentos difíceis a torcida se comportou da melhor maneira possível, principalmente dentro do estádio. Nos ajudando, apoiando, não vai ser diferente. Lógico que o torcedor não estão contentes, como não estamos. Conversamos com alguns jogadores até de madrugada. Eu acredito que o torcedor vai ao estádio nos apoiar”, disse o técnico Alberto Valentim.

“A gente entende e compreende essa tristeza do torcedor. É paixão pura, ele quer que o time vença todas. O Palmeiras é o time mais cobrado do Brasil. Tudo por culpa nossa, pelo que fizemos no passado e projetamos no futuro. Não podemos nunca reclamar de uma vírgula da torcida. (…) É um assunto que vocês têm batido muito, o Palmeiras gastou, sei lá, 80 milhões e isso gerou obrigação. Primeiro que quando o jogador entra em campo não sabe quanto ganha, quanto custou, isso não tem importância. É difícil analisar o futebol só por números. Se você for frio, analisar, o Palmeiras contratou 80 e saíram 80. Não é um raciocínio certo. Se juntar Gabriel Jesus e Vitor Hugo foram 150 milhões, sei lá. Por isso não podemos analisar assim. Temos que analisar desempenho dentro de campo, aí você pode questionar quem rendeu ou não”, avaliou o goleiro Fernando Prass.

“Ninguém aqui é máquina, está todo mundo triste, mas ao mesmo tempo confiante que vamos conseguir o objetivo. Primeiro era ser campeão, ficou distante, agora temos que classificar para a Libertadores. Temos cinco jogos que podemos mudar essas opiniões, que o time não joga com raça, não presta, tem que vender esse… Uma semana atrás estávamos a cinco pontos do líder. Acreditamos no trabalho e no dia a dia”, falou o experiente Edu Dracena.

“O motivo de estarmos juntos é porque nos momentos bons sempre falamos que tínhamos uma família. Futebol é assim. O Palmeiras se planejou, e não foi só para esta temporada. O planejamento é para anos seguidos, ainda não caiu por terra, tem muito a vencer. Queremos pedir o apoio do torcedor mais uma vez, a gente sabe que não é fácil, o torcedor e nós estamos se sentido envergonhados”, afirmou o camisa 10 Moisés.

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