Ninguém fica: Inter demitiu nove treinadores nas últimas cinco temporadas

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Foto: Ricardo Duarte/Inter

O técnico Guto Ferreira não suportou o empate em 1×1 com o Vila Nova, no sábado, no Beira-Rio, e foi demitido do comando do Inter. Automaticamente, virou estatística: ele foi o nono treinador colorado demitido contando as últimas cinco temporadas, desde 2012. De lá para cá, apenas um profissional permaneceu o ano inteiro na casamata, sendo Abel Braga, em 2014, a exceção à regra.

Em 2012, Dorival Jr não aguentou o início irregular no Brasileirão e foi demitido. Coincidência ou não, foi substituído por Fernandão, que era o então diretor-executivo do clube. Como treinador, o eterno capitão das conquistas de 2006 fracassou, teve atritos com o elenco e foi mandado embora faltando duas rodadas para o término do nacional.




Dunga foi o escolhido para tocar a temporada de 2013, mas a ausência do Beira-Rio – interditado para as obras da Copa – e de um elenco mais qualificado prejudicaram o trabalho do treinador. Ele foi campeão gaúcho, mas caiu no início do segundo turno do Brasileirão. Clemer, de forma interina, comandou o Inter até o final do ano.

Em janeiro de 2015, Vitorio Piffero voltou a ser presidente do Inter (havia sido entre 2007 e 2011) e o seu primeiro treinador foi o uruguaio Diego Aguirre, que durou até agosto. Sem técnico, a diretoria colorada foi buscar Argel Fucks no Figueirense. Passados onze meses de sua contratação, ele voltou a virar “número” no Inter e se somou aos seus antecessores depois de uma derrota fora de casa para o Santa Cruz no Brasileirão de 2016.

Outros três treinadores fizeram parte da trágica campanha do rebaixamento no ano passado. Falcão, que entrou na vaga de Argel, foi demitido após cinco jogos. Celso Roth durou mais tempo, mas não apresentou a esperada resposta e “rodou” faltando três rodadas. Lisca ainda tentou uma missão impossível, em vão, e saiu ao término do contrato.

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Zago também não durou – Foto: Ricardo Duarte/Inter

Na virada do ano, o Inter escolheu Antônio Carlos Zago para tocar o projeto de reformulação. A perda da hegemonia estadual e o início vacilante na Série B lhe custaram caro. Caiu após uma derrota por 1×0 para o Paysandu, em Belém. Chegava então o momento do retorno de Guto Ferreira, que chegou a ser bancado para 2018 pela diretoria, mas não resistiu ao quarto jogo sem vitória.

A demissão de Guto veio acompanhada da decisão de quem será o novo treinador até o final do ano. Odair Hellmann, auxiliar fixo do clube, assumiu o cargo e já deu treinamento neste domingo. Logo depois da saída de Zago, Odair dirigiu o time na vitória por 2×1 sobre o Palmeiras, pela Copa do Brasil, que acabou sendo insuficiente para a classificação. Na terça-feira, o Inter só depende de um empate contra o Oeste, fora de casa, para garantir o acesso.

Inter e a “fritura” dos técnicos: desde 2012, nove foram mandados embora

2012 – Dorival Jr e Fernandão

2013 – Dunga

2015 – Aguirre

2016 – Argel Fucks, Paulo Roberto Falcão e Celso Roth

2017 – Antônio Carlos Zago e Guto Ferreira

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Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.