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Assédio a Massa, público tímido e futuro em debate: como foi o 1º dia do GP do Brasil

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Felipe Massa passa pelo "S do Senna" em Interlagos - Foto: Allan Simon/Torcedores.com

O clima de amistoso que o GP do Brasil de Fórmula 1 representou nesta sexta-feira (10), primeiro dia de treinos no circuito de Interlagos, era inegável. Com o Mundial de Pilotos definido no tetracampeonato de Lewis Hamilton, e também de Construtores com mais uma conquista da Mercedes, a etapa brasileira da principal categoria de automobilismo teve como tema principal a segunda despedida de Felipe Massa do circuito como piloto de F1.

No Paddock, esse era o assunto das perguntas feitas pela maioria dos repórteres. Afinal de contas, a saída de Massa representa a primeira vez em 48 anos que o país não terá um piloto titular na Fórmula 1. O GP do Brasil deste ano pode ser o último de uma era que marcou oito títulos mundiais e vitórias com brasileiros que não chegaram a ser campeões, como José Carlos Pace, Massa e Rubens Barrichello.

O tricampeão mundial Jackie Stewart, por exemplo, concedeu entrevista ao Torcedores.com e falou que o Brasil precisa voltar a ter investimento das empresas para formar futuros competidores, como acontecia nos anos 1970 e 1980, era de ouro dos brasileiros na F1.

Carinho com Massa

Massa entre amigos. Seu nome era gritado pelos fãs – Foto: Allan Simon/Torcedores.com

Felipe Massa ainda é muito querido pelo público que faz questão de ir ao Autódromo de Interlagos para acompanhar o GP do Brasil. Quando aparecia no Paddock o piloto da Williams tinha seu nome gritado pelos torcedores presentes nos camarotes que ficam logo acima. Os fãs que podiam circular junto com pilotos e membros das equipes naquela área pediam para tirar fotos com o brasileiro.

Em um momento bastante curioso, um desses fãs se aproximou de Massa e pediu a um amigo do piloto, que estava ao lado, para tirar uma foto do torcedor ao lado do brasileiro da Williams. Esse “amigo” era Luiz Razia, que quase foi piloto titular da antiga Marussia na temporada 2013.

Clima geral no Paddock

Luciano Burti e Reginaldo Leme em almoço na Williams – Foto: Allan Simon/Torcedores.com

Não havia muita tensão no ar. Além de ser um dia de testes e preparações para o treino classificatório, que acontece neste sábado (11), a sensação de tudo já estar definido na temporada prevalecia. Como é costume, imprensa e membros das equipes circulam juntos nessa área durante os treinos. Os jornalistas podem almoçar em algumas equipes. Na Williams, por exemplo, uma roda de almoço reuniu os comentaristas Reginaldo Leme e Luciano Burti, da TV Globo.

O trabalho mais visível para quem circula no Paddock durante uma sessão de treinos é o que as equipes fazem com os pneus, transitando entre os boxes delas e o da Pirelli. É possível ver todos os tipos de pneus disponíveis. Nesta corrida, além dos pneus intermediários e de chuva, que sempre são levados aos circuitos, a empresa italiana trouxe compostos macios, supermacios e médios.

Mecânicos da Force India preparam os pneus supermacios – Foto: Allan Simon/Torcedores.com

Durante os intervalos entre as sessões, aconteciam treinos da Porsche Cup, que também corre neste fim de semana em Interlagos. Mas, após o fim dessa parte, o pit lane era aberto para os credenciados e integrantes dos camarotes de patrocinadores do GP. Era possível andar no mesmo local onde acontecem os tão tensos pit stops durante as corridas.

Esse carinho do torcedor e do fã de automobilismo ainda é muito visível no GP do Brasil. O fato de o país não ter um piloto campeão mundial competindo desde a morte de Ayrton Senna, em 1994, há mais de 23 anos, não tira a paixão de quem vai ao autódromo acompanhar o evento máximo da Fórmula 1 no país uma vez por ano. Mas a baixa presença nos treinos de sexta refletem diretamente esse momento do Brasil na categoria.

Público tímido*

Baixo público nos treinos de sexta – Foto: Allan Simon/Torcedores.com

O público compareceu ainda de maneira tímida no primeiro dia de treinos para o GP do Brasil. A movimentação dos torcedores no entorno do autódromo cresceu antes da primeira sessão da sexta.

O que chamou mais a atenção nas avenidas que cercam Interlagos foi a corrida de gato e rato de policiais e fiscais da prefeitura e os vendedores ambulantes.

Um deles, que vendia cofres em formato de capacete e não quis se identificar, disse que a fiscalização ficou mais pesada neste ano. “Tem que ficar toda hora de olho. Se não perco a mercadoria”.

* Por Lucas Tieppo

Na pista*

O que se viu na pista nesta sexta-feira foi um domínio da Mercedes. Lewis Hamilton foi o mais rápido nas duas atividades do dia, obtendo ainda pela manhã a marca de 1min09s202, andando com os pneus supermacios, os mais aderentes do final de semana. O campeão de 2017, que admitiu ter tido um “bom dia”, foi seguido por Valtteri Bottas em ambos os treinamentos, terminando 0s127 atrás do companheiro de equipe.

Com a Mercedes comandando as duas sessões, a expectativa é de que Red Bull e Ferrari briguem para ser a segunda força. Após o fim das atividades na zona sul paulistana, Sebastian Vettel admitiu que será “muito difícil” bater os carros do time da estrela de três pontas. A tabela de tempos mostrou Daniel Ricciardo em terceiro, seguido por Vettel, Max Verstappen e Kimi Räikkönen.

Para Felipe Massa, que faz seu último GP do Brasil, a sexta-feira foi positiva dentro das possibilidades da Williams. Com 1min10s102, tempo registrado ainda pela manhã, o brasileiro terminou o dia com o sétimo melhor tempo, justamente atrás dos pilotos de Mercedes, Ferrari e Red Bull. Ainda assim, a expectativa é de uma batalha intensa entre o time inglês, Renault e Force India.

* Por Leonardo Marson

Na torcida*

Um evento realizado por um patrocinador da Ferrari premiou 100 universitários com bolsas de estudos para fora do Brasil. E muitos deles tiveram a sua primeira oportunidade de acompanhar de perto a F1, assistindo às duas sessões de treinos livres realizados nesta sexta.

O grande momento, para muitos deles, foi a possibilidade de ir ao paddock durante o intervalo entre os treinos, e é claro que o box mais tietado pela galera foi o da Ferrari, além do grande público que se posicionou em frente dos boxes de Mercedes e Red Bull.

Um dos grandes momentos desta visita foi quando dois mecânicos da Red Bull Racing permitiram que alguns jovens se aproximassem dos carros da escuderia para tirar algumas selfies, mas logo os agentes da FIA interromperam a festa da galera. De fato, a equipe rubro taurina esbanjou simpatia com os fãs.

* Por Rodrigo Nascimento

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Editor do Torcedores.com, está no site desde julho de 2014. Repórter e apresentador da TV Torcedores. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já passou por UOL, Editora Abril e Rede Record. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, de dois Pans, dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016.