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Com Tite, seleção brasileira é aposta segura, confirmando o favoritismo em mais de 80% de suas partidas

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Colaborador do Torcedores

Neymar e Gabriel Jesus comemoram na vitória do Brasil sobre o Japão

Foto: Neymar e Gabriel Jesus comemoram na vitória do Brasil sobre o Japão

Crédito: Foto: CBF/Facebook oficial

Desde os tempos de ouro de Pelé e companhia, a seleção brasileira entra como favorita em grande parte de seus compromissos pelo mundo. Mesmo quando encara algumas das melhores escolas do futebol internacional, o Brasil raramente aparece correndo por fora. Mas quando Dunga assumiu o cargo pela segunda vez, depois do desastre da Copa do Mundo de 2014, a seleção passou a deixar seus torcedores na mão, vacilando repetidamente até mesmo em partidas em que era favorita disparada. Há pouco mais de um ano, contudo, tudo isso mudou: com Tite no comando, a seleção é uma opção mais do que coerente na hora de fazer seu palpite, já que raramente ela não cumpre o que se espera dela.

Um exemplo claro disso aconteceu na última sexta-feira (10), em Lille, na França, quando o Brasil foi a campo com uma formação bastante mexida para enfrentar o Japão em amistoso preparatório para o Mundial da Rússia-2018. Mesmo com a presença de vários reservas, e mesmo com a realização de alguns testes no time, o Brasil era o mais cotado para vencer nas projeções das casas de apostas esportivas. E não deu outra: ainda que não tenha exibido um futebol de encher os olhos, a seleção fez 3×1 com tranquilidade. De acordo com o site Oddsshark.com, a vitória canarinho pagou R$ 1,22 a cada R$ 1,00 aplicado. Ainda segundo o Oddsshark.com, uma vitória nipônica devolveria nada menos de R$ 13,00 a cada R$ 1,00 investido.

Um Brasil que não tropeça
Em tempos nem tão distantes, colocar suas fichas num resultado desfavorável à seleção poderia ser uma boa – com Dunga, o Brasil perdeu para Peru, Colômbia e Chile, e empatou com Paraguai e Equador, por exemplo. Agora isso mudou: assim como aconteceu contra o Japão, a seleção de Tite não é de deixar escapar a vitória, principalmente quando entra com um claro favoritismo. Basta observar que, de dezesseis ocasiões em que foi a campo como equipe mais cotada a vencer, o time confirmou esse status treze vezes, ou 81,2% dos casos.

As raras ocasiões em que o Brasil de Tite tropeçou foram a derrota no amistoso diante da Argentina e dois empates nas Eliminatórias, contra Colômbia e Bolívia, ambos fora de casa, e ambos com a seleção já garantida na Copa de 2018. Vale lembrar também que, contra os argentinos, a margem do favoritismo brasileiro era pequena (R$ 2,50/R$ 1,00 para vitória do time canarinho, R$ 2,88/R$ 1,00 para vitória da Albiceleste). Ou seja: na única derrota desde que Tite assumiu o cargo, o Brasil jogava um clássico em que qualquer resultado pode ser considerado normal.

Vencendo sem muito esforço
O amistoso com o Japão também confirmou outra característica marcante do time de Tite. Na maioria dos casos, a seleção tem feito boas apresentações. Mas mesmo quando não joga bem, a seleção atual costuma conseguir o resultado. Foi assim em Lille, quando o Brasil controlou o jogo, não passou grandes sustos e mereceu claramente a vitória, mas não chegou a arrancar suspiros do torcedor francês.

O primeiro gol saiu com Neymar, logo no início de partida, em pênalti marcado com ajuda da arbitragem de vídeo. O camisa 10 ainda desperdiçou outra cobrança da marca da cal pouco depois. O canhoto Marcelo ampliou num chutaço de direita. Gabriel Jesus deixou o dele após cruzamento de Danilo. No segundo tempo, Makino diminuiu, de cabeça, dando números finais à partida.

Na reta final da preparação
“Mesmo com as modificações, tivemos fluência e desempenho, principalmente no primeiro tempo”, avaliou Tite, dizendo-se satisfeito com o amistoso. Talvez pela série de testes que o técnico promoveu na equipe, talvez pela falta de necessidade de forçar tanto o ritmo num simples ensaio preliminar para o Mundial, o Brasil jogou numa frequência um pouco mais baixa do que de costume. O que não deve acontecer na terça-feira (14), quando o adversário será a Inglaterra em Wembley (nem nos dois últimos amistosos antes do Mundial, em março do ano que vem, contra Alemanha e Rússia).

O jogo contra os ingleses, aliás, deverá marcar a primeira ocasião em que Tite conseguirá escalar desde o início de um jogo o time considerado ideal para o treinador, pelo menos neste momento: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus. É possível que essa seja a equipe que estreará na Copa do Mundo, que acontece entre 14 de junho e 15 de julho do ano que vem. É claro que ainda vai acontecer muita coisa até lá, mas hoje, essa seleção consistente e confiável de Tite é uma das favoritas à conquista da taça, ao lado de Alemanha França, todas pagando R$ 6,00/R$ 1,00 em caso de título.

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