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Futuro presidente do Cruzeiro revela motivo de venda de Diogo Barbosa para o Palmeiras

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Foi editor do semanário BolanoBarbante, apaixonado por esportes, entusiasta das corridas de rua e dos jogos de tênis.

Crédito: Washington Alves / Light Press / Cruzeiro

Na terça-feira, os bastidores do Cruzeiro ficaram agitados com a confirmação da negociação do lateral-esquerdo Diogo Barbosa para o Palmeiras. A notícia repercutiu rapidamente e muitos torcedores não gostaram do trâmite que levará um dos principais atletas do elenco celeste para o clube paulista. Em entrevista a Rádio Super, o futuro presidente da Raposa, Wagner Pires de Sá, falou sobre a venda do camisa 6 e ainda confirmou que a decisão foi tomada única e exclusivamente por Gilvan de Pinho Tavares.

“Eu, como presidente eleito, só tomo posse em 2018, e a comissão técnica que vem procurando fazer um planejamento para o ano que vem. Ficamos tristes [com a negociação de Diogo Barbosa], decepcionados [com Gilvan], talvez”, afirmou Pires de Sá.

Acredito que o doutor Gilvan de Pinho Tavares tenha feita a opção da venda considerando o momento financeiro do Cruzeiro. Soube que a primeira proposta era de 4,5 milhões de euros. Conversamos à tarde que procuraríamos uma solução, iríamos conversar sobre a engenharia financeira. Procuraríamos exercer nossa função de 25% de direitos econômicos do jogador. Ficou nisso. Ele disse que precisava que recebesse essa postergação de prazo. Não sei se recebeu, mas enviamos em tempo hábil”, revelou o futuro presidente da Raposa.

“Teríamos até a próxima quarta para fazer a negociação com nossos parceiros. Ele fez a opção de vender o Diogo Barbosa. Me parece que vendeu por 6 milhões de euros. Com isso, o Cruzeiro ficará com uma importância líquida de 1,4 milhão de euros. Devíamos algumas prestações, me parece que três que deveríamos pagado, do Diogo. Foi uma opção do presidente. Infelizmente para nós e nossa equipe técnica, não podemos falar que ficamos satisfeitos. Foi uma opção financeira dele. Nossa equipe técnica, nosso vice-presidente de futebol, todos vão sentir falta do Diogo Barbosa”, complementou Wagner Pires de Sá em entrevista à Rádio Super.

Outro lado da história

Através de sua assessoria de imprensa, o atual presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, explicou os motivos da venda. Segundo o mandatário, o Coimbra, clube detentor de 75% dos direitos econômicos do lateral, recebeu uma proposta de 6 milhões de euros por 100% do jogador, cerca de R$ 23,4 milhões. Desta forma, devido ao contrato firmado entre Cruzeiro e Coimbra, a diretoria estrelada deveria cobrir a oferta em até 48h.

Como o Cruzeiro não teria tempo hábil para levantar o montante e cobrir a oferta, o Coimbra acertou a venda de Diogo Barbosa. Além disso, Gilvan afirmou também que neste momento o clube vai priorizar a quitação das despesas como a folha salarial.

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